O 45º Rodeio Nacional de Campo Bom, realizado de 5 a 9 de março no Parque do Trabalhador, registrou um novo recorde de público, com mais de 60 mil pessoas durante os cinco dias de evento.
A edição deste ano também se destacou pela maior distribuição de prêmios já registrada nos 45 anos de evento, com mais de R$ 300 mil em premiações, incluindo um carro 0 km como prêmio principal na prova de laço realizada na última quarta-feira, quando 90% dos competidores eram laçadores profissionais.

Foto: Isaías Rheinheimer/ GES-Especial
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Para os organizadores, o evento se consolidou como um dos maiores rodeios do Estado, atraindo público de todo o Brasil, especialmente tradicionalistas de Santa Catarina, Paraná e de todos os cantos do Rio Grande do Sul.
Mulheres em destaque
Uma das atrações do evento foi a presença de mulheres competindo em provas tradicionalmente dominadas por homens, como o tiro de laço. Ariane Silva Soares, de 27 anos, foi uma das vencedoras desta edição, dividindo a premiação de R$ 35 mil com outras nove duplas na prova de laço dupla.
Laçando pelo CTG Campo Verde, Ariane é uma das poucas mulheres no meio do tiro de laço, mas para ela, isso é motivo de orgulho. “É muito gratificante competir e ganhar entre os homens. Isso me motiva a continuar, e espero inspirar outras mulheres a acreditarem que também têm espaço nesse universo”, comentou Ariane, que segue a tradição do laço herdada de seu pai.
“Laço em Campo Bom com carinho, pois é a cidade que me acolhe sempre. Cada ano é uma alegria enorme voltar aqui e conquistar algo”, completou.
Enquanto os laçadores e ginetes competiam, o público vibrava com cada prova. Juliano Costa, 42 anos, de Sapiranga, que participa de gineteadas, mas este ano precisou assistir à competição do lado de fora devido a um acidente no ano passado, falou sobre a experiência. “Já participei várias vezes da gineteada, mas este ano não pude competir devido ao acidente. Ver o rodeio de perto e reviver essas lembranças é sempre gratificante”, afirmou. “Estou do lado de fora, mas meu coração está na cancha”, conclui.

Foto: Isaías Rheinheimer/ GES-Especial
O ginete estava acompanhado de sua amiga Veronice Monteiro, 42, também de Sapiranga, que estava com os filhos Vitor Stumm, 6, e Ana Clara, 10. Vitor participou de um rodeio pela primeira vez e já faz planos. “Eu gostei muito de ver os laçadores, e quero um dia ser igual a eles”, afirmou. Ana Clara também quer aprender a laçar.
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Provas artísticas emocionam o público
Além das tradicionais provas campeiras, o Rodeio Nacional de Campo Bom também se destacou pelas provas artísticas, que atraem o interesse de público e participantes. Durante o evento, foram realizadas competições de dança tradicional, canto e declamação.
Na tarde deste domingo, ocorreram as provas artísticas adulto, prestigiadas por dezenas de pessoas, como o casal de idosos Edite Kirsch, 79, e Erio Kirsch, 78, de Novo Hamburgo, que acompanham o rodeio todos os anos. “A gente vem ver porque acha muito bonito e gosta da cultura gaúcha”, afirmou Edite, enquanto assistia a uma das apresentações da invernada do CTG M’Bororé.
Pelo terceiro ano consecutivo, as provas campeiras do Rodeio de Campo Bom foram organizadas pelo CTG Campo Verde. Eduardo Fabiano da Silva, patrão da campeira do CTG Campo Verde, falou sobre o impacto da parceria com a Prefeitura e a confiança no trabalho realizado. “A cada ano, conseguimos superar nossas expectativas. Hoje, já podemos dizer que somos um dos maiores rodeios do estado, e vamos continuar nessa caminhada, sempre em busca de melhorias e crescimento”, afirmou.

Foto: Isaías Rheinheimer/ GES-Especial
Com o sucesso dessa edição, Silva destaca que, a partir desta segunda-feira (10), o Campo Verde já começa a pensar no 46º Rodeio Nacional de Campo Bom, com o objetivo de manter o crescimento do evento. “Queremos continuar crescendo, para consolidar o Rodeio de Campo Bom como um dos maiores do estado, ficando atrás apenas do rodeio de Vacaria”, conclui.