É bom que todos se preparem, porque setembro será de extremos em todo o Brasil. Apesar do protagonista do mês ser o calor excessivo, a previsão é que o Sul do País, incluindo o Rio Grande do Sul, seja atingido por volumes muito altos de chuva em parte da região, inclusive com o aumento de temporais, segundo a MetSul Meteorologia.
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Foto: ECMWF/MetSul Meteorologia/Divulgação
Apesar do inverno astronômico terminar apenas no dia 22 de setembro, às 15h19, a primavera meteorológica começa já nesta segunda-feira (1º). Isso porque ela compreende o trimestre desde o início do mês até novembro.
Marcando a transição do inverno para a primavera, setembro traz também o aumento das temperaturas. Em Porto Alegre, na Região Metropolitana do RS, a média das marcas durante o mês é de mínimas de 13,3ºC e máximas de 22,8ºC, um pouco mais altas do que em agosto, quando elas ficam em 11,6ºC e 21,8ºC. Os dados são com base na série de 1991-2020.
No Sul do Brasil, particularmente no Estado, setembro costuma ser de altos volumes de chuva, com muitos episódios passados de rios e enchentes, conforme os meteorologistas.
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Vai ter calor excessivo no RS?
Apesar da possibilidade de que a temperatura chegue a marcas de 43ºC em locais do Centro-Oeste, a previsão é que RS e SC tenham um mês de temperaturas perto ou pouco acima da média histórica.
Embora o calor marque presença, ele não será frequente tanto no RS quanto em SC. Ainda que os dias de calor intenso aconteçam no Sul, historicamente, geralmente precedem chuvas e temporais, conforme a MetSul.
Inclusive, as massas de ar frio vão continuar a alcançar a região Sul do País, embora em episódios curtos, e há a possibilidade de geadas tardias. No entanto, as baixas temperaturas serão menos frequentes, com vários dias agradáveis durante setembro e alguns até quentes.
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Chuva acima da média histórica
A chuva irá aumentar durante o mês no Centro-Sul do País, conforme análise da MetSul Meteorologia. Especificamente no Sul, a precipitação será a maior do Brasil, com exceção do Norte do Paraná, que tem o clima mais próximo do Sudeste e Centro-Oeste brasileiros.
Assim, em grande parte do RS, PR e Santa Catarina, setembro será de chuvas acima da média. As precipitações podem ser ainda maiores em alguns locais do Estado gaúcho, o que sugere risco de volumes altos e cheias de rios, “o que já ocorreu em maio, junho e agosto no território, mesmo sem El Niño”, afirma.
Ainda nos primeiros sete a dez dias de setembro, a previsão é que a chuva supere a média histórica mensal, com marcas de 150 a 250 milímetros.
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“Começa o período mais crítico do ano de temporais no Sul”, diz MetSul
Durante setembro, a tendência é que aconteça um aumento nos episódios de tempo severo no Sul do Brasil. O risco é agravado principalmente por conta das incursões tardias de ar frio, à medida que a presença de ar quente se torna mais comum na região, com o fim do inverno, explica a MetSul.
Esse encontro entre massas de ar frio e quente geram tempestades severas, “sobretudo na chegada de frentes frias”. Nessas incursões mais fortes, quando acontecem antes do ar quente sob baixa pressão, é que cresce muito o risco de vendavais.
Setembro também é um mês crucial para a formação de ciclones extratropicais, conforme os meteorologistas. Há uma maior propensão para que eles se formem nas latitudes médias do continente, principalmente nos litorais da Argentina e do Uruguai, e por vezes até na costa Sul do Brasil.
Há a possibilidade de episódios de vento e tempo severo mais ao Sul do Brasil durante o mês, já que alguns ciclones são esperados na costa do Uruguai e da Argentina.
Vai ter El Niño ou La Niña em setembro?
Setembro irá iniciar com o Pacífico em resfriamento, mas ainda sem El Niño ou La Niña oficialmente. Assim, a fase de neutralidade, que começou em fevereiro, continua no Pacífico Equatorial Centro-Leste.
A região chamada de Niño 3.4, no Pacífico Equatorial Central, é usada para definir se há El Niño ou La Niña, além da intensidade do fenômeno.
Atualmente, a anomalia de temperatura da superfície do mar era de -0,4ºC na região, conforme o último boletim semanal da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA). A MetSul afirma que esse valor é de neutralidade.
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A projeção dos meteorologistas é de resfriamento do Pacífico Central durante setembro, com valores negativos de anomalia de temperatura do mar, com uma língua de águas mais frias já presente.
Entretanto, “não se espera um anúncio iminente pela NOAA de que se iniciou um evento de La Niña, embora anomalias [do fenômeno] possam ser atingidas no decorrer do mês”, afirma.