O Rio Grande do Sul viveu em maio de 2024 um dos momentos mais tristes de sua história. As enchentes atingiram 6,1% do território gaúcho, deixando milhares de pessoas desabrigadas.
Os dias chuvosos começaram no fim de abril e se estenderam pelo mês seguinte. Chuva se tornou sinônimo de angústia. Em junho as pessoas ainda tentavam se recuperar, a maioria dos atingidos perdeu tudo, precisando reconstruir suas vidas dali em diante.
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Ruas ficaram tomadas pela água, casas completamente submersas, E as cidades, transformadas na extensão dos rios. A reportagem do Grupo Sinos visitou alguns dos locais mais afetados em Canoas, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Campo Bom e São Sebastião do Caí. A missão? Recriar fotos um ano após a tragédia climática.
VIADUTO MATHIAS VELHO
– Antes: Caos. Essa é a única palavra capaz de descrever a imagem captada pelo repórter fotográfico Paulo Pires. Milhares de pessoas buscavam sair do bairro Mathias Velho, o mais afetado pelas águas do Rio dos Sinos em Canoas.

Foto: Paulo Pires/GES
– Depois: O repórter fotográfico Paulo Pires voltou ao viaduto do bairro Mathias Velho, em Canoas. Ao invés de água e pessoas aglomeradas, carros circulavam normalmente pela região. Uma das dificuldades em recriar a mesma cena foi exatamente o fato do trânsito estar normalizado.

Foto: Paulo Pires/GES
HOSPITAL DE PRONTO-SOCORRO DE CANOAS (HPSC)
– Antes: O Hospital de Pronto-Socorro (HPSC) precisou ser evacuado às pressas. A água afetou completamente a estrutura, que desde então não foi mais a mesma, já que apenas a administração voltou a funcionar no Mathias Velho.

Foto: Paulo Pires/GES
– Depois: Um ano depois, o HPSC continua em obras. Os pacientes são atendidos no Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG). Há conversas para que os atendimentos sejam realizados no Hospital Universitário (HU) até que tudo seja concluído.

Foto: Paulo Pires/GES
PRAÇA MATHIAS VELHO
– Antes: Um dos símbolos do bairro mais populoso de Canoas foi danificada pela enchente. A água no entorno do letreiro se tornou um símbolo para os moradores.

Foto: Paulo Pires/GES
– Depois: O letreiro não é mais o mesmo. Um ano depois, as marcas da água não estão mais lá, assim como a letra S, que caiu e nunca mais foi instalada.

Foto: Paulo Pires/GES
RUA MÉXICO, BAIRRO SANTO AFONSO
– Antes: A água deixou as residências praticamente submersas na Rua México, em Novo Hamburgo. Em enchentes anteriores a água nunca havia se aproximado. O carro da foto? Nunca mais funcionou.

Foto: Laura Rolim/GES-Especial
– Depois: Um ano depois, a água não está mais lá e muitas casas foram reformadas. O que ficou: as lembranças e o medo de um novo alagamento.

Foto: Juliano Piasentin/ GES-Especial
RUA PRIMEIRO DE MARÇO
– Antes: A Rua Primeiro de Março, no bairro Santo Afonso, estava praticamente intransitável em maio de 2024. Apenas veículos mais altos conseguiam passar. O local também se tornou ponto de encontro para pessoas que estavam saindo da região.

Foto: Arquivo/GES-Especial
– Depois: Um ano depois a água deu lugar a veículos. Agora, os de passeio também conseguem trafegar sem maiores problemas. Aqui, replicar o mesmo ângulo também não foi possível por conta do trânsito normalizado.

Foto: Juliano Piasentin/ GES-Especial
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BR-116 EM SÃO LEOPOLDO (PASSARELA CAXIAS DO SUL)
Antes: Um caminho humanitário precisou ser improvisado na BR-116, em São Leopoldo. O local escolhido foi próximo da Passarela Caxias do Sul e no entorno das pontes sobre o Rio dos Sinos, ainda em obras naquele período. Para que veículos de passeio e emergência pudessem trafegar, terra e pedras foram instalados na pista, mantendo a via mais alta.

Foto: Igor Müller/GES-Especial
– Depois: Um ano depois, as obras na nova ponte sobre o Rio dos Sinos está concluída. Além disso, o trecho foi restaurado, sinalizado e três pistas estão disponíveis para os motoristas em ambos os sentidos da rodovia.

Foto: Juliano Piasentin/ GES-Especial
BAIRRO VICENTINA
– Antes: Ao invés de carros, barcos. Assim estava o bairro Vicentina em São Leopoldo, em maio de 2024.

Foto: Renata Strapazzon/GES-Especial
– Depois: Um ano depois, os veículos voltaram. A sujeira também é grande no local. Aqui, mais uma vez o ângulo não pôde ser repetido, já que o trânsito era intenso no viaduto sobre a Avenida João Corrêa. Em 2024 o local estava vazio.

Foto: Juliano Piasentin/ GES-Especial
AVENIDA JOÃO CORRÊA
– Antes: A Avenida João Corrêa, em São Leopoldo, ficou inundada. Pessoas circulavam pelo local com a água no peito e a imagem da editora Adriana Tauchert transmitia a real sensação de impotência diante da tragédia.

Foto: Adriana Tauchert/GES-Especial
– Depois: A água deu lugar aos carros, a fachada do supermercado Macromix foi reformada. Já a placa de um varejo, acabou desgastada com a ação do tempo. Assim como em outros casos, o tráfego intenso do viaduto, interrompido há um ano, dificultou o ângulo da imagem.

Foto: Juliano Piasentin/ GES-Especial
RUA CONCEIÇÃO
– Antes: A água, que nunca havia alcançado a Rua Conceição, região central de São Leopoldo, manteve os comerciantes sem a possibilidade de trabalhar por mais de uma semana. Além dos alagamentos, faltou energia elétrica. Na imagem é possível ver apenas uma pessoa em meio ao transtorno.

Foto: Lisandro Lorenzoni/Prefeitura de São Leopoldo
– Depois: Um ano depois, o visual é completamente diferente. Prédios reformados, comércio aberto, veículos na rua e pedestres caminhando.

Foto: Juliano Piasentin/ GES-Especial
BAIRRO DA BARRINHA
– Antes: Em Campo Bom, o bairro da Barrinha foi um dos mais afetados. Próximo ao Rio dos Sinos, moradores precisaram deixar suas casas e alguns não retornaram.

Foto: Laura Rolim/GES-Especial
– Depois: No lugar do movimento, abandono. Se antes a grama era bem aparada, um ano depois sobrou apenas matagal e destroços. A casa? Já não abriga família alguma.

Foto: Juliano Piasentin/ GES-Especial
SÃO SEBASTIÃO DO CAÍ
– Antes: São Sebastião do Caí, no Vale do Caí, teve 36,3% da população total atingida pela enchente. Ruas e casas foram tomadas pela água e muitas pessoas não puderam retornar para suas casas, além da dificuldade em encontrar imóveis em locais fora das áreas de risco.

Foto: Castor Becker Júnior/Especial
Depois: A repórter Susi Mello encontrou um local completamente diferente após um ano da catástrofe climática. Lojas funcionando, trânsito fluindo e pessoas na rua.

Foto: Susi Mello/GES-Especial
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