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REMUNERAÇÃO DE SECRETÁRIA

Partidos devem oficializar nesta quarta-feira os nomes para a CPI em Novo Hamburgo

Colegiado deve ter três nomes contra instalação da comissão e três a favor. CPI vai apurar remuneração de secretária da Fazenda de Novo Hamburgo

Partidos devem oficializar nesta quarta-feira os nomes para a CPI em Novo Hamburgo
Publicado em: 24/06/2026 às 06h:50 Última atualização: 24/06/2026 às 06h:49
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Nesta quarta-feira (24), as lideranças dos partidos vão oficializar suas indicações para compôr a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai apurar a remuneração da secretária municipal da Fazenda, Michele Vargas Antonello. Servidora concursada da prefeitura de Santa Maria, a agente administrativa está cedida a Novo Hamburgo desde fevereiro de 2025. O objetivo do colegiado é investigar denúncia de que Michele receberia integralmente tanto o salário de seu cargo de origem quanto o subsídio correspondente ao cargo de secretária municipal.

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Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo | abc+



Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo

Foto: Geison Concencia/GES-Especial

Quando o projeto de lei complementar 5/2026 passou a tramitar na Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo no dia 20 de abril, a conjuntura política não apontava para a abertura da CPI. No entanto, no dia 10 de junho a abertura da comissão foi aprovada por 8 a 6 e contou com votos favoráveis de vereadores filiados a partidos que compõem a base do governo Gustavo Finck (PP) e também de parlamentares que possuem indicações a cargos no Executivo, além de opositores. Votaram a favor: Cristiano Coller (PP), Daia Hanich (MDB), Deza Guerreiro (PP), Enio Brizola (PT), Éliton Ávila (Podemos), Felipe Kuhn Braun (PSDB), Joelson de Araújo (Republicanos) e Professora Luciana Martins (PT).

Apesar do placar indigesto para o governo, a comissão teve uma mudança de rumo antes mesmo de começar oficialmente. Líder da bancada do PP, Giovani Caju deve se autoindicar para participar das investigações. Caju também é líder do governo na Câmara. Os outros dois vereadores do partido, Cristiano Coller e Deza Guerreiro, votaram a favor da CPI e somam divergências públicas com Finck em 2026.

Pelo MDB, Daia Hanich era a líder de bancada até a última semana, quando foi destituída da função pelos colegas de partido Ricardo Ritter e Nor Boeno. Eles formaram maioria e elegeram Boeno para a liderança da sigla no parlamento. Por sua vez, o novo líder indicou Ritter, que é vice-líder do governo Finck, para compôr a CPI. No Podemos, houve um consenso entre os três eleitos. Ico Heming, Éliton Ávila e Ito Luciano definiram que a representação do partido na CPI seria feita por Luciano, o mais experiente.

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Na última legislatura, o então vereador Gustavo Finck, já eleito prefeito, havia dito que a família Luciano não iria participar de sua gestão. Entretanto, em março deste ano, Naasom Luciano, ex-secretário da Saúde no governo Fatima Daudt (MDB) e filho de Ito, assumiu a Secretaria do Desenvolvimento Rural. A família também indicou diversos cargos ao Executivo.

Com dois vereadores, o PT deve ser representado pela líder da bancada, Professora Luciana Martins. PSDB e Republicanos, com um vereador cada, terão respectivamente Felipe Kuhn Braun e Joelson de Araújo na CPI. Braun começou o mandato participando da gestão, mas hoje é independente. Araújo possui indicações na Prefeitura, mas critica determinadas atuações da gestão e vota de forma independente. Os três votaram pela CPI.

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