O prefeito de Canoas, Airton Souza, visitou a Casa de Bombas 6, no bairro Mathias Velho, na manhã desta sexta-feira (10), em um encontro com estudantes da Escola Leonel Brizola.
Durante o encontro, o prefeito, entre um assunto e outro, destacou que as obras do Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC) estão prestes a serem retomadas pela Administração.

Foto: Nicole Goulart/Especial
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“Nosso HPS está perdido desde a enchente e precisa de uma reforma”, disse. “Temos uma reunião importante com a empresa ainda, mas a obra vai poder voltar com tudo na segunda ou na terça-feira”, avisou.
Segundo a Prefeitura, os detalhes sobre a retomada serão divulgados em breve, após os últimos ajustes entre a Administração e a empresa responsável por conduzir os trabalhos na casa de saúde.
As obras de reforma e restauração do HPS de Canoas estavam previstas para serem concluídas no final do próximo ano, conforme a Secretaria Municipal de Captação de Recursos.
As obras acabaram freadas devido a um problema de projeto, que não contemplava a complexidade da casa de saúde. Além disso, houve entraves para receber os R$ 13 milhões iniciais destinados pela Caixa Federal durante a assinatura da Ordem de Início de Serviços (OIS).
À reportagem do ABCmais, o Município apontou, no começo do mês passado, que a falta de liberação de recursos para pagamento da empresa resultou no lento andamento da obra no primeiro andar do prédio.
“A obra hoje está com o status de 4,10%, justamente porque ela aguarda o repasse dos recursos para a retomada em um ritmo adequado por parte da empresa”, explicou na época a secretária-adjunta de Saúde Jerusa Mattos.
Crise na saúde
O Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC) acabou evacuado, no dia 4 de maio de 2024, por conta do rompimento do dique no bairro Mathias Velho. Desde então, permanece inoperante. O prejuízo superou R$ 70 milhões.
O HPS de Canoas se tornou pivô do que se convencionou chamar de “crise na saúde de Canoas.” Logo após a destruição do prédio, a equipe do Hospital acabou realocada no Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG).
Durante meses, o Graças passou a concentrar, em uma mesma porta de emergência, toda a demanda exigida por Canoas e cidades vizinhas, o que resultou em taxas de ocupação superiores a 400% na casa de saúde.