O prefeito Airton Souza anunciou, na manhã desta sexta-feira (27), no auditório do Colégio La Salle, a transformação da política de passe livre em definitiva no transporte público de Canoas.
Com o novo decreto assinado, Canoas passa a ser a maior cidade do Rio Grande do Sul e a 2ª maior do Brasil, em número de habitantes, a oferecer tarifa zero de forma universal.

Foto: PAULO PIRES/GES
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A gratuidade, implantada em 2024 em razão das enchentes que atingiram o município, vinha sendo prorrogada desde então.
Com a publicação do novo decreto, não há mais prazo para o fim da política, que custará R$ 6,5 milhões aos cofres públicos mensalmente.
“Já passamos e acabou aprovado pela Câmara um projeto que definiu que o prefeito decide sobre o prazo”, afirmou. “Decidi que o Passe Livre deve ser definitivo.”
Na avaliação do prefeito, a iniciativa visa garantir à população o acesso irrestrito ao transporte. Isso porque a cidade ainda absorve o impacto das cheias de 2024.
“Entendemos que é uma política pública que ajuda a quem mais precisa”, afirmou Airton. “Estamos falando de milhares de pessoas que voltaram a circular pela cidade, a buscar emprego, saúde e educação. A pessoa economiza e com isso faz girar a nossa economia.”
Projeção
Segundo apontamento da Prefeitura de Canoas, o impacto da política é comprovado pelos números. Antes da implantação do Passe Livre, a média mensal de utilizações do transporte coletivo era de 852.253 passageiros, considerando o período de novembro de 2024 a abril de 2025. Nos seis meses mais recentes analisados, entre julho e dezembro de 2025, a média saltou para mais de um milhão de usuários por mês. Agora, são 1.459.030 utilizações mensais.
“Quem utiliza o transporte público está satisfeito, mas não apenas isso”, avalia o prefeito. “Ajuda também a projetar o nome do município, porque é uma pauta do governo federal. Presidente Lula também quer, mas Canoas está um passo à frente.”
Fiscalização
O decreto que fixa a isenção integral da tarifa estabelece que o subsídio ao sistema será concedido diretamente à Sogal, com cálculo mensal baseado na tarifa técnica e no número de usuários transportados.
O prefeito garantiu à imprensa que a medida está atrelada a uma fiscalização maior do poder público em cima da empresa Sogal, diante das reclamações a respeito de horários para o transporte.
“Aumenta, é claro, o nosso compromisso com a fiscalização, para que a empresa cumpra os horários. Até porque não podemos permitir que o cidadão fique mofando na parada de ônibus”, defendeu Airton.