O comando do Corpo de Bombeiros Militar e a Prefeitura de Canoas reuniram-se com entidades, nesta segunda-feira (13), para discutir sobre o Fundo Municipal de Reequipamento de Bombeiros (Funrebom).
A reunião do conselho do Funrebom acabou com a decisão de que parte do valor do fundo será utilizada para a obra de reconstrução da sede dos Bombeiros, destruída durante as cheias que atingiram Canoas em 2024.

Foto: PAULO PIRES/GES
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A informação acabou sendo confirmada, na manhã desta terça-feira (14), pela capitã Larissa Koplin Veeck, a nova comandante operacional do Corpo de Bombeiros Militar de Canoas.
“Assinamos o documento do Funrebom autorizando a utilização de parte do valor contido no fundo para a reconstrução da sede do Corpo de Bombeiros no bairro Mathias Velho”, informou.
Logo que assumiu o posto no comando do Corpo de Bombeiros em Canoas, a capitã defendeu a importância de que o posto no Mathias Velho seja reerguido devido ao posicionamento estratégico da unidade.
“Quero ver o posto no bairro Mathias Velho reativado”, disse. “É necessário para garantir um bom tempo de resposta no atendimento das ocorrências, porque há uma demanda lá e ela não é pequena.”
A partir de agora, com a decisão tomada, o andamento da documentação está sob a responsabilidade da Prefeitura de Canoas, que viabilizará a utilização do Funrebom no processo de reconstrução.
Positivo
Secretário de Defesa Civil e Resiliência Climática de Canoas, Vanderlei Marcos participou da reunião e considerou o resultado extremamente positivo.
“Foi uma ótima decisão”, comemorou. “É extremamente importante que seja reativada aquela unidade no bairro Mathias Velho.”
Saiba mais
Foi em 2004 que o Estado inaugurou uma unidade do Corpo de Bombeiros na Avenida Rio Grande do Sul. Desde então, a unidade passou a absorver a demanda não apenas no bairro, mas em áreas vizinhas no quadrante oeste.
Tudo mudou no dia 4 de maio de 2024, quando as águas do Rio dos Sinos inundaram o bairro Mathias Velho e metade de Canoas. A tragédia climática causou destruição da unidade de combate a incêndios.
Mais de dois anos depois, o posto, instalado na Avenida Rio Grande do Sul 1.830, permanece de pé, embora combalido, como uma lembrança permanente da catástrofe climática que atingiu a população.
A unidade teve a estrutura sensivelmente abalada após passar quase 30 dias debaixo d’água durante o período mais crítico da enchente que inundou o bairro, não sendo possível o retorno das atividades.
Foi ano passado que o Estado deu sinal verde para a reconstrução da sede. Na época, o investimento anunciado era superior a R$ 2 milhões para reestruturar a unidade, mas desde então o projeto não saiu do papel.