A quinta-feira (2) é marcada pelo Dia Nacional do Bombeiro. A data já entrou no calendário como ponto culminante da batizada Semana Nacional do Bombeiro, que ocorre de 29 de junho a 5 de julho. Canoas celebra a data com novidade.
Foi em uma cerimônia organizada no dia 17 de abril que o Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS) formou 20 novos oficiais elevados ao posto de capitão dos bombeiros.

Foto: PAULO PIRES/GES
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Durante a solenidade, houve a entrega de uma condecoração com medalha para a capitã Larissa Koplin Veeck, canoense de 35 anos, a qual foi a primeira colocada no curso superior de formação.
Com a prerrogativa de escolher o posto de trabalho, coube a nova oficial assumir a missão de comando operacional justamente em Canoas, após a saída da capitã Júlia Calgaro, que assumiu função na escola da corporação.
Moradora do bairro Fátima, a capitã disse estar feliz pelo comando da 1ª Companhia do 8º Batalhão de Bombeiro Militar (que inclui, além de Canoas, Nova Santa Rita, Sapucaia do Sul e Esteio), mas ciente da responsabilidade e do compromisso necessários para garantir o bom serviço público à população.
“A ideia é manter a qualidade do serviço que já era prestado no quartel”, afirma. “E para isso sei que é necessário muito compromisso e dedicação diários no desempenho da função.”
Servidora pública do Estado desde 2019, quando começou a trabalhar na Polícia Penal, a capitã conta ter entrado nos bombeiros em 2024 como aluna oficial, ano da tragédia climática que atingiu o RS.
“Minha casa acabou com mais de um metro e meio de água”, lembra. “Também vivi a tragédia que mudou a forma de vermos e pensarmos no clima e no tempo. É um desafio estarmos preparados para os desafios da natureza.”
Preparação
Na avaliação da capitã Larissa, não apenas os bombeiros estão mais estruturados no comparativo ao período anterior à tragédia climática, como estão igualmente mais preparados para adversidades assim.
“Ninguém estava preparado para o que aconteceu, então penso que a tragédia ensinou muito”, observa. “Nossa preparação é constante desde então, visando qualificar o atendimento e fortalecer os profissionais.”
Casada e com um filho de 7 anos e uma filha de 5 anos, a oficial concorda que mudou o olhar não apenas da população, mas, em igual medida, do próprio poder público no trabalho dos bombeiros.
“Sempre quis ajudar as pessoas e estou realizada profissionalmente por trabalhar em Canoas e com uma equipe altamente qualificada”, salienta. “É um momento de mudança e eventos climáticos graves. Estamos prontos e em alerta.”
Posto destruído
Se o assunto é o Corpo de Bombeiros, não há como deixar de mencionar o posto desativado do bairro Mathias Velho, perdido devido às águas que invadiram a unidade durante as cheias de 2024.
A capitã Larissa Veeck garante que quer ver a unidade reaberta. Até para melhorar o tempo de resposta exigido para o atendimento de ocorrências no lado oeste da cidade.
“Quero, sim, ver o posto no bairro Mathias Velho reaberto”, frisa. “É necessário para garantir um bom tempo de resposta no atendimento às ocorrências, porque há uma demanda e ela não é pequena.”
Desde a enchente, todas as ocorrências de Canoas são atendidas com os caminhões saindo diretamente da sede do 8º Batalhão de Bombeiro Militar, que fica no bairro Nossa Senhora das Graças.
“Ainda não há um prazo estabelecido para a reconstrução, mas o assunto continua sendo tratado pelo Estado, porque Canoas precisa daquele posto reativado.”