Diante do fim do contrato entre a Prefeitura de Canoas e o Instituto de Administração Hospitalar e Ciências da Saúde (IAHCS) na gestão do Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC), o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) cobra a intervenção do governo do Estado na gestão da saúde pública no município.
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Foto: Paulo Pires/GES
Em nota, o órgão aponta que, “há meses, tem denunciado a crise da saúde no município e tomado todas as medidas possíveis, dentro de suas atribuições legais, para encaminhar soluções”. Acrescenta: “apesar desses insistentes esforços, a situação, especialmente no Hospital de Pronto-Socorro de Canoas (HPSC) e no Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), atingiu um ponto de colapso intolerável, resultando em desassistência, insegurança e risco à vida”.
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O Conselho Regional de Medicina afirma que “neste momento, a intervenção é uma medida inadiável e um caminho para restaurar a ordem e a eficiência”.
Até a publicação desta notícia, o governo do Estado não havia se posicionado a respeito. Na quarta-feira, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) se reuniu com a Prefeitura para tratar das demandas da cidade. A sugestão da SES foi que seja aberta uma nova porta de entrada de forma temporária no Hospital Universitário (HU), enquanto se avança num projeto definitivo da instituição como porta de entrada.
A expectativa é que a Prefeitura apresente na próxima semana uma provável data para abertura dessa porta temporária. “Essa é uma construção conjunta, adotando uma postura de diálogo e de cooperação, tendo sempre como referência ampliar o acesso da população aos serviços de saúde”, reforçou a secretária Arita Bergmann.
Em meados de maio, em entrevista ao Diário de Canoas, o titular da SMS, Marcelo dos Reis, havia garantido que a emergência do HPSC passaria a operar no HU em até 40 dias.
Confira a nota do Cremers
O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) manifesta como necessária e urgente a intervenção do Governo do Estado na gestão da saúde de Canoas.
Há meses, o Cremers tem denunciado a crise da saúde no município e tomado todas as medidas possíveis, dentro de suas atribuições legais, para encaminhar soluções.
Apesar desses insistentes esforços, a situação, especialmente no Hospital de Pronto-Socorro de Canoas (HPSC) e no Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), atingiu um ponto de colapso intolerável, resultando em desassistência, insegurança e risco à vida.
Neste momento, a intervenção é uma medida inadiável e um caminho para restaurar a ordem e a eficiência.
O Cremers espera que a intervenção seja rápida, transparente e eficaz, com o objetivo de estabilizar os serviços, otimizar recursos e proporcionar atendimento de qualidade para a população de Canoas e de mais de 150 municípios.
O Cremers continuará vigilante, cobrando resultados e atuando incansavelmente pela defesa da boa Medicina e pelo acesso universal e ético à saúde.
A desassistência não é uma alternativa. A saúde em Canoas precisa ser restabelecida.
Porto Alegre, 05 de junho de 2025.
Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul