Entre paralisação e greve, a mobilização dos professores municipais de Canoas chega nesta quarta-feira (6) ao 23º dia sem perspectiva de encerramento e com impacto no planejamento do restante do ano letivo nas escolas da Prefeitura. Pelo menos 13 dias letivos já se passaram desde a suspensão das aulas.

Foto: Nicole Goulart/Especial
Internamente o governo já trabalha com a redução do recesso de inverno para apenas dois dias e uma provável prorrogação do ano letivo até o início de janeiro de 2027, impactando a rotina das famílias.
Considerando o cenário da greve até agora, para cumprir os 200 dias letivos exigidos por lei, as aulas precisariam ir até 12 de janeiro de 2027. O Grupo Sinos apurou que, neste momento, esta seria a data de encerramento das aulas na rede municipal de Canoas.
A Prefeitura reafirmou nesta terça-feira (5) que atingiu seu limite financeiro para atender às reivindicações e que cerca de 30 mil alunos são impactados pela greve do magistério municipal. Nesta segunda-feira (4) a categoria decidiu, em assembleia, manter a greve por tempo indeterminado.
Entre outros, a categoria reivindica reposição salarial, pagamento do piso nacional do magistério, aplicação da Lei do Descongela (226/2026) e aumento real de salário. Além disso, querem agilidade na nomeação de professores, revisão do plano de carreira e a inclusão dos professores das Emeis como profissionais do magistério.
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