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EDUCAÇÃO

Mesmo após aprovação de projetos na Câmara, professores municipais mantêm greve em Canoas

Na quinta-feira (30) vereadores aprovaram texto que determina parcelamento da reposição salarial em seis parcelas, proposta que havia sido rejeitada pela categoria

Publicado em: 04/05/2026 às 18h:31 Última atualização: 04/05/2026 às 18h:34
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Com maioria esmagadora, os professores da rede municipal de Canoas decidiram pela manutenção da greve em assembleia geral nesta segunda-feira (4). A categoria se reuniu novamente no ginásio do Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas e Nova Santa Rita, no Centro. Um novo encontro ainda não tem data marcada.

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Assembleia dos professores municipais de Canoas - 04/05/2026 | abc+



Assembleia dos professores municipais de Canoas – 04/05/2026

Foto: Nicole Goulart/Especial

A assembleia aconteceu com um fato novo: a aprovação da Lei nº 6.912, de 2026, na última quinta-feira (30), que determina o parcelamento da reposição da inflação em seis parcelas aos servidores municipais. O texto nada mais é que a proposta rejeitada pela categoria.

No entanto, não foram feitas novas propostas pelo Executivo. Por isso, na pauta no encontro neste início de semana estava a manutenção ou encerramento da greve. Os muitos braços levantados de professores e técnicos em educação básica reafirmaram o posicionamento da categoria.

O Sindicato dos Profissionais em Educação Municipal de Canoas (Sinprocan), que representa a categoria, afirma que uma nova assembleia deve ser marcada. “Eles não vão apresentar algo novo. Os nossos encaminhamentos aqui é para que eles respondam”, afirma a presidente Simone Riet Goulart.

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Em nota, Prefeitura de Canoas afirma que “recebeu com preocupação a decisão dos profissionais da Educação de manter a greve.” A Administração municipal ainda reforça que mantém o diálogo com a categoria.

“Mas destaca que a proposta apresentada chegou ao limite possível dentro da capacidade financeira do Município“, argumenta o Executivo canoense. (Confira a íntegra da nota no final da matéria).

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Parcelamento aprovado em lei deve parar na Justiça

Como plano de fundo da assembleia desta segunda está a sessão extraordinária da última quinta-feira. Na véspera do feriado, a Prefeitura de Canoas apresentou e aprovou dois projetos de lei – um que determina o pagamento do piso nacional do magistério e outro que parcela a reposição da inflação.

Este último foi uma grande surpresa já que coloca no papel uma proposta rejeitada pelos professores. “Ficamos decepcionados porque é uma prática antiga do município aprovar a toque de caixa quando há interesse”, comenta a presidente do Sinprocan, Simone Goulart.

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O projeto de lei nº 18/2026 deve ir parar na Justiça, segundo o sindicato. A categoria aprovou a abertura de uma ação que questiona a legalidade da manobra adotada pelo governo, alegando vício de procedimento. Não há prazo para a abertura do processo.

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Demandas reforçadas em ofício

A categoria reivindica a reposição salarial perante a inflação, pagamento do piso nacional, aplicação da Lei do Descongela (Lei Complementar nº 226/2026) e aumento real de salário. Além disso, demanda por maior agilidade no chamamento dos professores, monitores qualificados, revisão do plano de carreira e enquadramento da Lei nº 15.326/2026.

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Também entraram na pauta a segurança nas escolas, ampliação do vale-alimentação, organização dos dias paralisados e criação de um grupo permanente de trabalho. Todas as demandas foram organizadas pelo sindicato e pelo comando de greve – e aprovadas em assembleia no dia 23 de abril.

Elas foram apresentadas ao Executivo, que deu retorno a algumas delas, mas não a todas. Por esta razão, o sindicato elaborou um novo ofício para reforçar a necessidade de resposta. São elas: ausência de penalização dos dias de paralisação; data de início e término dos grupos de trabalho; e esclarecimentos sobre a aplicação do piso salarial nacional – Lei nº 6.913, de 2026.

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Agenda na AL

Nesta terça-feira (5), os professores devem estar presentes na sessão da Assembleia Legislativa, em Porto Alegre. Os profissionais devem participar da reunião da Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia.

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Segundo o sindicato, a participação é uma oportunidade de levar o assunto ao conhecimento do Estado. “Convidamos todos os colegas que participem para mostrar nossa pauta e o que agente vem exigindo do prefeito”, destaca a professora e integrante do comando de greve Katielle de Oliveira.

O que diz a Prefeitura de Canoas

A Prefeitura de Canoas informa que recebeu com preocupação a decisão dos profissionais da Educação de manter a greve, definida em assembleia nesta segunda-feira (4). A Administração Municipal reforça que sempre manteve o diálogo aberto com a categoria, mas destaca que a proposta apresentada chegou ao limite possível dentro da capacidade financeira do Município.

A Câmara Municipal já aprovou os projetos encaminhados pela Prefeitura que garantem o pagamento do Piso Nacional do Magistério já no próximo salário e a reposição salarial dos servidores da Educação em seis parcelas, conforme proposta final construída durante o processo de negociação.

Além dessas medidas, a atual gestão já avançou em pontos importantes para a valorização dos profissionais e a qualificação da rede, como a concessão do vale-alimentação, que representa acréscimo aproximado de R$ 604 na renda dos professores, a realização de concurso público, a contratação de 500 monitores de inclusão, a retomada das eleições para diretores, a correção de descontos de aposentados e a manutenção do auxílio-transporte, mesmo após a implantação do Passe Livre. Mesmo com os avanços, a paralisação segue impactando uma parcela de estudantes e suas famílias.

O Município reafirma que sempre esteve aberto ao diálogo e ressalta que a proposta apresentada, conciliando valorização dos profissionais, responsabilidade fiscal e o direito dos estudantes às aulas, é a proposta final.

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