Canoas vive um momento sensível na saúde, que o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) classifica como “caótico”. Foi por isso que o Conselho voltou a pedir a intervenção por parte do governo do Estado na última quinta-feira (11).
Nos últimos dias, houve a paralisação de médicos nas Unidades de Pronto Atendimentos (UPAs), devido à falta de pagamentos, além de uma suspensão nos atendimentos eletivos do Hospital Universitário (HU), anunciada para o dia 17 de setembro, pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers).

Foto: LEANDRO DOMINGOS/GES-ESPECIAL
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Na manhã deste sábado (13), antes da entrega da nova Unidade de Saúde João-de-Barro, no bairro Niterói, o prefeito de Canoas, Airton Souza, conversou com a reportagem e destacou que o trabalho prossegue em busca de soluções urgentes para os problemas.
Sobre a paralisação anunciada pelo Sindicato Médico, o prefeito garantiu buscar recursos para quitar a conta e encerrar o problema antes mesmo do começo da suspensão dos atendimentos.
“Nós vamos pagar os médicos e resolver os problemas”, afirmou. “O dinheiro é a única solução e, para isso, estamos cortando gastos onde é possível, porque, por mais que a gente invista, o dinheiro nunca é o suficiente.”
Airton voltou a apontar que a Prefeitura de Canoas repassa 30% do orçamento à saúde, valor que é superior aos 15% previstos em lei. Mesmo assim, os problemas são muitos e não se resumem a Canoas.
“A saúde pública não é um problema exclusivo de Canoas”, salientou. “Veja o exemplo de Gravataí, que, aparentemente, não tinha problema, mas está com sérias dificuldades de garantir os serviços à população. As contas dos Municípios não fecham e falta suporte do governo Federal.”
Já sobre os problemas vistos nas UPAs durante os últimos dias, o prefeito voltou a citar a falta de um recurso do governo Federal, necessário para manter as contas em dia com os profissionais.
“Estamos resolvendo o problema, mas quando o repasse do governo Federal não chega, precisamos fazer uma ginástica para manter tudo em dia. É complicado, porque a gente sabe que a população depende dos serviços.”
Aliviado
O prefeito comemorou, na última semana, o fim do processo no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo improbidade administrativa devido a prejuízo que teria sido registrado na extinta Ciel.
Aliviado, Airton disse que o final do julgamento garante um pouco mais de tranquilidade para trabalhar, sem a carga de pressão que havia devido à denúncia que hoje é comprovadamente infundada.
“A gente sabe que na política há uma denúncia e consequentemente um processo moroso até que se possa provar a inocência”, observa. “Eu estava tranquilo, mas é bom que o fim do julgamento encerrou a questão de vez”.