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Monitoramento

"O alerta continua e o momento é de atenção total", diz o secretário da Defesa Civil

Mesmo diante de um volume menor de chuvas, Vanderlei Marcos afirma ser necessário observar o cenário dos rios que devem desaguar na cidade

Publicado em: 29/06/2025 às 15h:06 Última atualização: 29/06/2025 às 16h:03
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Há um ponto inundado em Canoas: a praia do Paquetá, que há, pelo menos, duas semanas, permanece tomada pelas águas do Rio dos Sinos, embora com um recuo que já permite caminhar com água pela cintura no local.

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Rio dos Sinos segue baixando, mas a Defesa Civil está preocupada com a quantidade de água que pode desaguar em Canoas



Rio dos Sinos segue baixando, mas a Defesa Civil está preocupada com a quantidade de água que pode desaguar em Canoas

Foto: PAULO PIRES/GES

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O Rio dos Sinos está com 4,44 metros. São seis centímetros abaixo da cota de inundação de 4,50 metros. Felizmente, segue baixando a uma velocidade de 0,3 centímetro por hora.

À parte o Paquetá, Canoas amanheceu sem pontos de alagamentos e inundações, após diversos alertas que apontavam um cenário temeroso para este sábado (28) e domingo (29).

Segundo o secretário de Defesa Civil e Resiliência Climática, Vanderlei Marcos, mesmo diante do cenário positivo observado neste domingo, é preciso manter o alerta devido às águas que devem descer da Serra.

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Além disso, o secretário se preocupa também com a quantidade de água do Guaíba que possa acabar em Canoas após descerem as chuvas oriundas do interior do Rio Grande do Sul.

“Precisamos de uma projeção melhor sobre os rios que deságuam em Canoas, porque ainda está chovendo”, explica. “Então o alerta continua e o momento é de atenção total”, defende.

A expectativa do secretário para o início de semana é de uma projeção semelhante à que aconteceu em outubro e novembro do ano passado, quando a chuva encheu os rios, mas não representou risco à população.

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“Trabalhamos com uma estimativa de atravessar o inverno com os rios próximos do limite da cota de inundação, como aconteceu no final do ano passado, mas sem ultrapassar a margem, o que é algo aceitável”, esclarece.

Enquanto Canoas não tem uma estimativa mais realista da água que deve descer da Serra, a Prefeitura continuará trabalhando com a instalação de bombas auxiliares e colocação de bags, em caso de necessidade.

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Também será mantido o trabalho permanente das equipes de hidrojateamento e limpeza de bueiros, algo que já começa a apresentar um resultado positivo em bairros antes muito afetados.

“A Prefeitura manteve a estrutura trabalhando noite adentro e, seguindo a diretriz do prefeito [Airton Souza], este trabalho será mantido nos próximos dias”, defende o secretário.

Secretário Vanderlei Marcos defende que o alerta deve perdurar enquanto houver risco em Canoas



Secretário Vanderlei Marcos defende que o alerta deve perdurar enquanto houver risco em Canoas

Foto: LEANDRO DOMINGOS/GES-ESPECIAL

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Sem enchente

Como já havia dito anteriormente, o secretário Vanderlei Marcos defende que a Defesa Civil de Canoas continua trabalhando com dados sólidos, baseados nos melhores serviços de meteorologia.

“Não é baseado no achismo que digo que o cenário neste ano não é o mesmo da tragédia que atingiu Canoas no ano passado”, afirma. “As projeções são de que não haverá uma enchente como em 2024.”

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Mesmo com os apontamentos da meteorologia, Vanderlei Marcos garante serem mantidos o monitoramento permanente das áreas e os serviços de informação à população, em combate às fake news.

“Nós passamos a noite em claro e, mal tinha amanhecido, apareceu a notícia de que uma barragem no interior do Estado havia rompido. Era mentira”, conta. “Por isso é tão importante o monitoramento e posterior esclarecimento da real situação à população.”

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Luz elétrica

Já que a água baixou no Paquetá, os moradores reivindicavam, na manhã deste domingo, à beira da Avenida Paquetá, o retorno da luz elétrica.

Conforme o pescador André Luiz Siqueira, já é possível que veículos da concessionária Rio Grande Energia (RGE) entrem no local para religar a luz.

“A água está abaixo das caixas de luz, então acho que já dá para ligar”, opina o trabalhador com 46 anos. “Porque o pior não é viver cercado d’água. O ruim é não ter luz.”

Na avaliação da Defesa Civil, entretanto, não basta que a água baixe para que a luz na área seja religada. É preciso haver segurança.

“Vamos continuar em cima do Paquetá prestando auxílio à população e trabalhando, sempre obedecendo à segurança para a população”, avalia Marcos.

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