Próximo de completar cinco meses de desaparecimento, a Polícia Civil e a Brigada Militar cumprem nesta terça-feira (26) mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra um grupo suspeito de envolvimento no sumiço de três jovens em Canoas. Nesta manhã, um homem suspeito de ser o executor e um dos organizadores do crime foi preso na cidade.
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Foto: REPRODUÇÃO
Ao todo, são cumpridos 11 ordens judiciais, sendo dois mandados de prisão preventiva contra membros de uma organização criminosa – que teria orquestrado a emboscada e ocultado provas. Os criminosos investigados possuem antecedentes criminais por tráfico de drogas, homicídio, porte ilegal de arma de fogo, roubo, desacato e desobediência. O homem preso foi encaminhado ao sistema prisional.
Além disso, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em Canoas. Foram apreendidos os veículos Audi A4 blindado, avaliado em R$ 70 mil; uma caminhonete Ford Ranger, no valor de R$ 200 mil; e uma caminhonete Santa Fé, avaliada em R$ 65 mil.
A hipótese trabalhada pela Polícia Civil é de que os jovens foram vítimas de uma emboscada e logo depois assassinados. Pedro Henrique Di Benedetto Rodrigues, 23 anos, Vítor Juan Santiago, 18, e Carolina Oliveira de Lima, 19, foram vistos pela última no dia 6 de abril, em um churrasco no bairro Guajuviras.
De acordo com as investigações, Carolina recebeu uma ligação para fazer uma entrega de drogas no bairro Mato Grande – território de uma facção criminosa rival, para o qual ela e os dois amigos estariam vinculados. Desde então, o trio nunca mais foi visto.
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Operação Amissus
O caso é investigado pelo Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Canoas, que tem como titular a delegada Graziela Zinelli. O objetivo da ação visa colher mais informações sobre as circunstâncias do crime, informa.
Esta é a terceira etapa da Operação Amissus, lançada ainda abril quando o desaparecimento dos jovens foi registrado. O trabalho comandado pela delegada foi feita em conjunto com a Brigada Militar.
Nas etapas anteriores, a investigação também realizou prisões. Em julho, o diretor do Departamento Estadual de Homicídios afirmou que nenhum dos suspeitos presos revelou o paradeiro das vítimas. Mas que os investigadores seguem trabalhando para desvendar o crime. “Nós vamos achá-los”, frisou o delegado Mário Souza na época.
Nesta terça-feira, o delegado reforçou que os criminosos serão responsabilizados. “Os executores, mandantes e principalmente os líderes que estiverem envolvidos nesse desaparecimento serão investigados e responsabilizados.”
Relembre o caso
No dia 6 de abril, Pedro Henrique, Vítor Juan e Carolina estavam em um churrasco no Guajuviras. A jovem recebeu uma ligação para fazer uma tele-entrega de entorpecentes no Mato Grande coordenada por um apenado. O carro em que estava, um Fiat Punto, foi encontrado abandonado dois dias depois.
Com o registro do sumiço, foi dado início ao protocolo de desaparecidos do Departamento de Homicídios. Foram feitos contatos com familiares, amigos, os próprios desaparecidos, além de verificação de redes sociais, quebras de sigilo e outras medidas sigilosas.
“Entre a saída do bairro Guajuviras e a chegada no bairro Mato Grande, território da facção rival, onde deixaram o carro, eles acabaram desaparecendo. É isso que buscamos esclarecer”, revelou na época a delegada Graziela Zinelli.
Denúncias anônimas
Quem possui qualquer informação que ajudar a esclarecer o caso, pode entrar em contato com a DHPP pelo telefone 0800 642 0121. A denúncia é anônima.