O início da reforma da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Ledevino Piccnini, no bairro Fátima, deve ser assinada no dia 26 de junho. O ato está marcado para às 14h30 na própria escola durante a programação da Semana de Canoas. A informação foi dada pela administração municipal nesta quinta-feira (18).
FAÇA PARTE DA COMUNIDADE DO DIÁRIO DE CANOAS NO WHATSAPP

Foto: Paulo Pires/GES
A reforma deve começar por novas vistorias, testes na infraestrutura da escola, limpeza e remoção de materiais e equipamentos que não podem ser aproveitados. A ação ainda conta com a elaboração de projeto executivo de revitalização.
A Secretaria Municipal de Projetos e Captação de Recursos (SMPCR) reforça que a enchente de maio de 2024 impactou amplamente as estruturas do prédio. O nível da água chegou a 2,5 metros na escola ao longo de 20 dias.
“Esse longo período de submersão em água contaminada comprometeu gravemente a integridade física dos painéis modulares, revestimentos, forros, portas e playground, além de avariar por completo os sistemas elétricos e hidráulicos, dentre outras infraestruturas, tornando o prédio totalmente não habitável.”
A responsável pelas obras de recuperação é a Servsteel Construções Especializadas, vencedora do edital aberto no ano passado. A empresa foi homologada em abril. O investimento de R$ 2,09 milhões tem tempo de execução estimado em cinco meses, podendo ser prorrogado.
LEIA MAIS: Canoas abre sindicância para apurar denúncia de funcionário fantasma no gabinete do prefeito
Fechada desde a enchente
A água que chegou a quase três metros de altura provocou danos extensos no prédio da Emei Ledevino Piccinini. Problemas de mofo, bolor, estufamento e deterioração dos materiais são apontados em laudos devido à imersão prolongada na água contaminada.
Uma das vistorias foi realizada pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Sul (CREA/RS), que apontou dano estrutural sem condições de uso. Outros laudos também foram elaborados pelos técnicos da Prefeitura de Canoas.
“Os revestimentos das paredes, portas de madeira e o forro em placas Wall System, materiais porosos, foram igualmente atingidos, apresentando mofo e bolor, ficando degradados pela água contaminada e a umidade do ar. Todos estes elementos deverão ser substituídos”, relata a arquiteta e secretária-adjunta de Projetos e Captação de Recursos, Jerusa Mattos.
Uma reforma chegou a ser feita em 2024, sendo entregue no final daquele ano. Mas não foi o suficiente para o retorno das aulas no letivo de 2025. Na época, a Secretaria Municipal de Educação (SME) manteve a escola fechada.
Os alunos, professores e demais profissionais que já estavam alocados em outras escolas permaneceram longe da Ledevino. A instituição vai completar dez anos no dia 27 de junho – dia seguinte da assinatura do início da reforma – mas fechada.
FIQUE POR DENTRO: Em meio à onda de pinturas Brasil afora, moradoras de Canoas unem esforços e colorem o asfalto
O que diz a Prefeitura de Canoas
A Prefeitura de Canoas, por meio da Secretaria Municipal de Projetos e Captação de Recursos, informa que a ordem de início das obras de reforma da Escola Municipal de Educação Infantil Ledevino Piccinini será assinada em ato no dia 26 de junho, às 14h30, na própria escola, dentro da programação da Semana de Canoas.
A secretaria reforça que a EMEI, situada na Rua Joaquim Caetano, 150, no bairro Fátima, foi severamente afetada pela enchente de maio de 2024. As instalações da escola ficaram submersas sob aproximadamente 2,5 metros de água por mais de 20 dias consecutivos.
Esse longo período de submersão em água contaminada comprometeu gravemente a integridade física dos painéis modulares (causando inchaço e estufamento), revestimentos, forros, portas e playground, além de avariar por completo os sistemas elétricos e hidráulicos, dentre outras infraestruturas, tornando o prédio totalmente não habitável. A reforma começará pelas etapas de vistoria e testes das redes de infraestrutura da escola, limpeza, remoção de inservíveis e pela elaboração dos projetos executivos.