Mais de dez dias depois do fim da greve, uma primeira proposta de reposição do calendário escolar foi enviada às escolas municipais de Canoas. O ofício foi encaminhado ainda nesta quarta-feira (27), segundo o Sindicato dos Profissionais em Educação Municipal de Canoas (Sinprocan). Nele, as aulas estão previstas para encerrar somente no dia 14 de janeiro.
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Foto: Paulo Pires/GES
Entre paralisação e greve, foram 21 dias letivos sem aula. Para repor, o cronograma prevê a supressão do feriado ponte de Corpus Christi, no dia 5 de junho, e a diminuição do recesso de sete para dois dias em julho.
A proposta ainda destaca aulas aos sábados e no final de dezembro. Por fim, estende o encerramento do ano letivo para 14 de janeiro, garantindo a reposição dos dias sem aula na rede municipal.
Segundo a Prefeitura de Canoas, as escolas estão sendo atendidas particularmente para dúvidas e organização do calendário de recuperação, que respeitará a situação específica de cada instituição de ensino.
Reposição sem desconto, reitera o sindicato
Os professores municipais mantém o posicionamento de que só haverá reposição se não houver desconto dos dias parados. O entendimento foi construído dentro das assembleias com apoio do setor jurídico.
No entanto, ainda não houve um retorno a respeito, segundo a presidente do Sinprocan, Simone Riet Goulart. “Não temos uma fala oficial. O movimento significa que se vai ter dias trabalhados, não pode haver desconto. É isso que a gente entende, mas não temos uma resposta ali. Estamos aguardando.”
O sindicato não fez nenhuma proposta de reposição do calendário exatamente por não saber se terá desconto no salário dos professores que paralisaram. “A categoria vai aceitar pagar os dias parados, mas para isso não pode haver descontos, nem faltas não justificadas nos seus assentos funcionais”, reforça Simone.
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A entrega do ofício nas escolas foi uma surpresa, segundo a presidente. “Desde o encerramento da greve não houve mais diálogo. No mesmo dia da última assembleia, encaminhamos um ofício solicitando agenda para conversar. Mas até o momento ninguém nos chamou”, afirma.
“Entendemos que o calendário está em construção. Ainda não foi oficializado. Então, estamos na expectativa e abertos ao diálogo”, completa a presidente do Sinprocan.
Por meio de nota, a Prefeitura informou que as orientações e sugestões para a recuperação dos dias letivos perdidos durante a greve dos profissionais da Educação foram deliberadas em reunião entre representantes da Secretaria Municipal de Educação, Conselho Municipal de Educação e Sinprocan.
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Grupos de trabalho também aguardam reuniões
Dos cinco grupos de trabalho formados pelos professores, apenas um foi chamado para conversar com o Executivo: o que trata do calendário das aulas. A reunião aconteceu na última sexta-feira (22), uma semana depois do fim da greve.
Os demais aguardam ser chamados para encontros. São eles: Enquadramento dos professores da educação infantil como profissionais do magistério (Lei nº 15.326/2026); Lei do Descongela (Lei Complementar 226/2026); valorização profissional e plano de carreira.