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POLÊMICA

VÍDEO: Fim dos rodeios em Canoas? Projeto de lei discute a proibição de eventos que envolvam provas com animais

Proposta foi apresentada na Câmara de Vereadores depois da divulgação de imagens de agressões durante um rodeio no município

Taís Forgearini
Publicado em: 10/06/2026 às 18h:27
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Um vídeo (confira no fim da matéria) com peões desferindo golpes contra bois durante um rodeio realizado no Parque do Gaúcho, nas dependências do Parque Eduardo Gomes, em Canoas, desencadeou a criação de um projeto de lei para proibir rodeios e eventos que envolvam provas com animais no município.

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Proposta foi apresentada na Câmara de Vereadores depois da divulgação de imagens de agressões durante um rodeio no município

Foto: Paulo Pires/GES

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Classificado pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) como um episódio isolado, o registro de maus-tratos, feito no começo de maio, motivou o vereador Cris Moraes (PV) a apresentar e protocolar a proposta na Câmara Municipal de Canoas.

“Recebi a gravação original através de uma denúncia. Ver aqueles animais apanhando para entrar na cancha foi o estopim. As imagens são claras, os responsáveis pelo manejo do gado açoitam com pedaços de madeira os bois”, destaca o parlamentar.

Projeto e tramitação

Protocolado no dia 7 de junho, o projeto classifica gineteadas, tiro de laço, prova de rédeas, rinhas e corridas como provas de tortura, perseguição, maus-tratos aos animais.

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“Fica proibido no município de Canoas os rodeios e quaisquer eventos que tenham provas que promovam sofrimento, tortura, perseguição e maus-tratos aos animais”, diz um trecho do documento.

Atualmente, o projeto tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de Vereadores. A Comissão é responsável pela avaliação de legalidade e constitucionalidade dos projetos de lei apresentados Legislativo Municipal.

Para ser votado em plenário, obrigatoriamente, o projeto necessita passar pela CCJ, que pode emitir um parecer favorável ou não. Na prática, se a CCJ entender que a proposta é inconstitucional, o projeto é arquivado, impedindo que a Câmara vote em uma proposta que seriam derrubada ou vetada futuramente.

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Próxima etapa

“Fui informado pelo presidente da CCJ [vereador Juares Hoy] que o projeto possui vício de iniciativa, ou seja, seria inconstitucional. Eu discordo. Vou procurar os demais membros da CCJ para dialogar e debater sobre o projeto”, afirma Cris Moraes.

Até o momento, o projeto não possui previsão para deliberação na CCJ.

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O que diz o MTG

Contrário ao projeto, o presidente do MTG, Alessandro Gradaschi, classificou a proposta como equivocada.

“Não concordamos, mas respeitamos. O vereador pode ter suas prerrogativas, mas existem leis federais que amparam a manifestação cultural do tradicionalismo, que nada tem a ver com a prática de maus-tratos aos animais”, avalia Gradaschi.

Para o presidente, o caso que originou o projeto de lei não representa o movimento tradicionalista.

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“O MTG repudia qualquer prática de maus-tratos aos animais. O que aconteceu no rodeio em Canoas foi isolado e será investigado pela nossa entidade. Não vamos aceitar que um fato isolado manche o nosso movimento.”

Investigação interna e possíveis penalidades

Segundo o Gradaschi, o CTG que promoveu o rodeio no começo de maio em Canoas será notificado para prestar esclarecimentos.

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“Se comprovada as irregularidades, os responsáveis pelo rodeio podem ser penalizados. O MTG não tolera condutas inadequadas.”

Conforme o MTG, a entidade responsável pelo rodeio está sujeita a penalidades, entre elas: advertência, multa, suspensão das atividades e até expulsão do movimento tradicionalista.

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“Vamos ouvir o CTG e cobrar explicações. Dependendo do que for apresentado, podemos abrir um processo administrativo de investigação que pode resultar em penalidades conforme nossas regras e normas”, finaliza.

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