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DENGUE

Atenção primária nas UBSs tem papel central no atendimento dos casos de dengue

Unidades de saúde são porta de entrada para o atendimento da população

Publicado em: 26/05/2025 às 21h:37 Última atualização: 26/05/2025 às 21h:37
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As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) desempenham um papel fundamental no diagnóstico da dengue, atuando como porta de entrada para o atendimento da população. Nesse serviço, os primeiros sintomas são avaliados, os casos suspeitos identificados e as orientações iniciais repassadas, garantindo uma resposta ágil e eficiente à doença.

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Agente de combate às endemias, Cláudia Regina Klauck, em vistoria no bairro Canudos | abc+



Agente de combate às endemias, Cláudia Regina Klauck, em vistoria no bairro Canudos

Foto: Paola Altneter/GES-Especial

Conforme a diretora geral de Atenção Integral à Saúde de Novo Hamburgo, Josiane Bressan, as unidades da atenção primária são a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). “A população deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência de seu domicílio diante dos primeiros sintomas leves da doença, para receber avaliação dos profissionais de saúde e conduta adequada”, reforça.

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Segundo Josiane, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) são recomendadas para casos mais graves, especialmente quando o paciente apresenta sinais de alarme, como dores abdominais intensas, vômitos persistentes, tontura, hipotensão e sangramento em mucosas.

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De acordo com a gerente de Vigilância em Saúde de Novo Hamburgo, Évelin Brand, a notificação para a Vigilância Epidemiológica ocorre quando um paciente, residente em uma área com transmissão da doença, procura uma unidade de saúde apresentando febre e pelo menos dois dos seguintes sintomas: náuseas, vômito, vermelhidão na pele, mialgia, cefaleia, dor atrás dos olhos, petéquias e leucopenia.

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Até o quinto dia de sintomas, as unidades de saúde são orientadas a realizar o teste rápido NS1. Após esse período, a recomendação é coletar amostras para o exame sorológico. O teste rápido está disponível nas unidades de saúde do município, UPAs e no Hospital Municipal. No entanto, um resultado negativo no teste rápido não descarta a doença. Segundo a Évelin, a investigação pode continuar por meio do teste sorológico IgM para dengue.

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Além disso, alguns casos foram confirmados pelo critério clínico-epidemiológico. O protocolo de testagem é estabelecido pela Secretaria Estadual de Saúde, com base nas diretrizes do Ministério da Saúde. Neste ano, 2.450 casos de dengue foram notificados em Novo Hamburgo. Desses, 361 foram descartados, 306 estão em investigação, 12 foram considerados inconclusivos e 1.771 foram confirmados, conforme dados do painel de Casos de Dengue do Rio Grande do Sul.

Ações para prevenção à dengue

Dentre as ações para prevenção da proliferação da dengue, está o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa). A ação tem como objetivo identificar as áreas da cidade com maior índice de infestação pelo mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

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No bairro Canudos, a moradora Pamela Mendonça, 31 anos, recebeu a visita da agente de combate às endemias, Cláudia Regina Klauck, e ressaltou a importância de acolher os profissionais e seguir as orientações recomendadas. “É bom receber porque ajuda a gente a ter um cuidado maior”, destaca.

Outra residente do mesmo bairro, Leni Mathias, 54, aponta que a visita dos agentes é essencial para os moradores. “É uma ótima iniciativa, uma força a mais para nós, porque eles verificam se alguém está cuidando de forma diferente do ideal e, quando necessário, avisam e orientam”, conta.

Os agentes de combate às endemias acessam os quintais das moradias e realizam a varredura em toda a área externa. Segundo Cláudia, os principais pontos de inspeção são ralos, piscinas, calhas e tanques de água. “Tudo que tiver potencial para acumular água parada passa por verificação. Se forem encontradas larvas, elas são coletadas e o tratamento é realizado. Além da inspeção, orientamos os moradores sobre os cuidados necessários”, explica.

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Mais ações

Além do LIRAa, conforme a Prefeitura, outras ações estão em andamento no município, como a aplicação de inseticidas em pontos estratégicos, a Borrificação Residual Intradomiciliar (BRI), a promoção de ações educativas para conscientização da população, a capacitação dos servidores técnicos da rede municipal de saúde e fiscalizações regulares realizadas pelas equipes da Vigilância Ambiental e pelos agentes de combate às endemias, com possibilidade de notificações, autuações e multas.

Destaca-se também a integração com a Vigilância Epidemiológica, que permite que, em até 24 horas, a Vigilância Ambiental seja informada sobre ocorrências e notificações realizadas tanto pela rede pública quanto pela rede privada de laboratórios, ampliando o monitoramento e a disponibilização de testes rápidos NS1, que contribuem para o diagnóstico precoce e o manejo adequado dos casos.

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