Uma mulher de 30 anos, moradora do bairro Petrópolis, em Novo Hamburgo, denunciou um caso de possível negligência médica no Hospital Municipal (HMNH). Familiares de Ketlin da Silva afirmam que a jovem, grávida e com histórico de pré-eclâmpsia, deu entrada na casa de saúde e o bebê acabou morrendo após o parto.

Foto: Arquivo/GES
A mãe de Ketlin, Maria da Silva, explicou que a filha permaneceu oito dias internada no HMNH e teve alta na última segunda-feira (13). No entanto, voltou a sentir dores e retornou ao hospital na manhã deste sábado (18).
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Ainda conforme Dona Maria, os profissionais sabiam que Ketlin enfrentava uma gravidez de risco. “Todo o acompanhamento do pré-natal foi realizado no Hospital Municipal. Mesmo assim fizeram a tentativa do parto normal, ignorando nossos alertas.”
Ela reitera que a filha deveria passar por uma cesariana. Foram cerca de três horas de trabalho de parto desde a chegada ao hospital. “Fomos muito maltratados desde que chegamos. Um verdadeiro descaso.”
No período em que permaneceram aguardando, Ketlin recebeu apenas injeções para a dor. “Saímos de casa e meu neto estava se mexendo na barriga. Foi negligência médica.” A jovem estava com 8 meses de gestação e a cesariana estava inicialmente agendada para o final de fevereiro.
Hospital Municipal se posiciona
Apesar de todo o transtorno, Dona Maria afirmou que a própria diretora do HMNH foi até a família após ficar sabendo da situação. “Nos deram apoio e admitiram que foi um erro médico.”
Em nota, a Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH), confirmou o óbito do bebê. Uma sindicância foi iniciada de forma imediata para apurar eventuais responsabilidades dos profissionais envolvidos no atendimento à gestante.
“Além disso, o Município disponibilizará toda a estrutura de amparo e suporte psicológico à família”, diz o comunicado da Fundação.
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