“Todos os adjetivos do mundo não são suficientes para descrever esse lugar”. Foi com essas palavras que o vocalista Dinho Ouro Preto descreveu o Teatro Feevale logo no início da apresentação do Capital Inicial, na noite de sábado (14), em Novo Hamburgo. O show da banda, surgida em Brasília em 1982, abriu o calendário de comemorações dos 15 anos do teatro.

Foto: Ton Müller / Capital Inicial
Com quase duas horas de duração, Dinho, Fê e Flávio Lemos, Yves Passarell, além dos músicos de apoio Nei Medeiros e Fabiano Carelli, presentearam o público com os maiores clássicos da banda. Cerca de 1,8 mil pessoas transformaram o teatro em uma arena, e Dinho fez questão de reconhecer o calor do público gaúcho.
“Essa música (Leve Desespero) tocou pela primeira vez nas rádios aqui no Rio Grande do Sul. Nós viemos fazer um show junto com o Defalla em Porto Alegre, em um teatro onde a Elis Regina se apresentava. E ali cantaram todas as nossas músicas e a gente percebeu que estava famoso”, relembrou o vocalista. Dinho também citou o músico hamburguense Vitor Kley, com quem o Capital Inicial gravou uma versão de Primeiros Erros, composição de Kiko Zambianchi eternizada pelos roqueiros.
No palco, Dinho se emocionou ao citar a trajetória de mais de 40 anos da banda, o que resultou em longos aplausos do público. Já em um post nas redes sociais, o vocalista falou sobre o desafio de tocar em um teatro. “Que teatro lindo, que plateia generosa. Tocar num teatro é um desafio, a impressão que dá é que as pessoas ficam muito mais atentas ao que está acontecendo. Senti uma responsabilidade muito grande em estar à altura daquele palco, e acho que o Capital cresceu na mesma proporção do desafio.”
Na parte final, a banda pediu para que o público ficasse em pé, permitindo que os fãs mais efusivos pulassem e liberassem a energia — principalmente ao som de Natasha, um dos maiores sucessos do grupo. Encerrando a apresentação, quando os músicos já haviam se despedido de seus instrumentos e agradeciam ao público, Dinho cantou — à capela — Por Enquanto, eternizada na voz de Cássia Eller, fechando a noite com chave de ouro.