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CEMPRA

Com mais de 140 animais abrigados, centro de bem-estar animal segue com atividades suspensas em Novo Hamburgo

Com mais de 140 animais abrigados, o centro enfrenta superlotação e depende do apoio da comunidade para retomada integral de atividades

Publicado em: 08/09/2025 às 20h:14 Última atualização: 10/09/2025 às 06h:21
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O recolhimento de cães e gatos pelo Centro Municipal de Proteção e Bem-Estar Animal (Cempra) continua suspenso e sem previsão de retorno. A decisão, em vigor desde a última quarta-feira (3), foi tomada após o espaço ultrapassar a capacidade máxima, com mais de 140 animais abrigados. Agora, a retomada depende de ações que reduzam a superlotação e do apoio direto da comunidade.

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Apesar do recolhimento de cães continuar suspenso, cães já abrigados seguem em tratamento | abc+



Apesar do recolhimento de cães continuar suspenso, cães já abrigados seguem em tratamento

Foto: Luiza Helena Peters/Especial

O Preto, cachorro que mora no Cempra há 11 anos, foi levado ao centro e esquecido desde então. O cão está saudável e, apesar de ter sido acolhido pelo local, ainda espera por uma família. Casos como este mostram a urgência em liberar espaço para que outros animais também tenham chance de serem acolhidos e tratados.

Segundo a Diretoria de Bem-Estar Animal (DBEA), a suspensão só será revertida quando houver diminuição na lotação – algo que depende do aumento das adoções responsáveis, da adesão de voluntários dispostos a abrir lares temporários e da conscientização da população quanto ao abandono de animais. “É importante que a população cobre melhorias, mas também compreender que as coisas não mudam do dia para a noite. Elas precisam se envolver nas mudanças”, afirma a diretora da DBEA, Greice Maciel.

Veja vídeo

A realidade dos animais que vivem no CEMPRA
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Idealização e realidade

Criado para proteger, atender e tratar animais de rua, o Cempra é a principal estrutura pública de Novo Hamburgo voltada à causa animal. O centro foi idealizado como um espaço temporário, onde o animal é acolhido, recebe atendimento veterinário, castração, microchipagem e cuidados até encontrar um lar.

Porém, na prática, a realidade é outra: cães dividindo espaços, baias externas sem telhado e permanência de cães por anos no local – sujeitos a ficarem presos em suas gaiolas, com pouca socialização e baixa visibilidade para adoção. Felinos também são recebidos, mas em menor número, já que necessitam de cuidados específicos de isolamento e tratamento, o que limita a capacidade de atendimento.

Superlotação do Cempra faz com que cães tenham que ser amarrados no espaço externo do centro | abc+



Superlotação do Cempra faz com que cães tenham que ser amarrados no espaço externo do centro

Foto: Luiza Helena Peters/Especial

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“Isso aqui é para ser um espaço temporário. O animal veio pra cá, tratou, castrou, microchipou e vai embora para dar lugar a outro. Mas, infelizmente, não é o que acontece”, lamenta Laurete Murer, médica veterinária e responsável técnica do Cempra.

Ações em andamento no município

De acordo com a gerente do DBEA, Lelly Teixeira, a reestruturação do Cempra tem sido pensada para além da liberação dos animais abrigados, realizando também mudanças no espaço físico do centro, a fim de propiciar maior bem-estar e cuidado. “Teremos algumas melhorias internas, como o telhado sobreposto e troca do piso escorregadio no interior de algumas baias, e área externa com cercamento para soltura dos animais que vivem presos há anos”, explica Lelly.

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Além disso, o município aposta em algumas iniciativas: uma delas é a Unidade Móvel de Castração (Castramóvel), podendo realizar até sete intervenções cirúrgicas por vez. Outras medidas incluem o lançamento do site “Cusco Web”, que divulga os animais disponíveis para adoção, e o Programa de Lares Temporários, que aguarda aprovação na Câmara de Vereadores.

Como a população pode ajudar

Enquanto o recolhimento externo segue suspenso, a colaboração da comunidade é essencial para que o Cempra volte a funcionar plenamente. Assim como as adoções e disponibilidade de lares temporários, também são de grande auxílio o voluntariado nas rotinas de cuidados e campanhas, sobretudo, a responsabilidade em evitar o abandono, prática que agrava a superlotação e compromete o atendimento.

As feiras de adoção acontecem todas as quartas-feiras no estacionamento da Prefeitura de Novo Hamburgo e em dois domingos por mês, no projeto “Passeio da Maurício”, que acontece na Avenida Maurício Cardoso.
“Já doamos alguns velhinhos que estavam há muito tempo aqui. Faz muita diferença quando a população se envolve para tirar os bichos daqui, e não só colocar mais animais aqui dentro”, reforça Greice.

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