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Segurança como prioridade

Comissão é criada para tratar da insegurança ao atravessar a RS-239 em Novo Hamburgo

Demanda chegou ao Parlamento Estadual e mobilizou agentes públicos e a comunidade em busca de medidas que contornem os problemas enfrentados

Publicado em: 17/07/2026 às 19h:06 Última atualização: 17/07/2026 às 19h:08
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A comunidade do Kephas II, microrregião do bairro São José, pede por segurança. Há anos, a travessia pela RS-239 em direção ao bairro Vila Nova, também em Novo Hamburgo e nas proximidades do Teatro Feevale, é feita sob tensão e riscos, inclusive com o registro de fatalidades. A demanda chegou ao parlamento estadual, e gerou uma reunião pública.

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Lideranças públicas e comunidade discutem insegurança que travessia na RS-239 gera há anos no trecho do bairro São José, em Novo Hamburgo | abc+



Lideranças públicas e comunidade discutem insegurança que travessia na RS-239 gera há anos no trecho do bairro São José, em Novo Hamburgo

Foto: Bruno Morais/GES-Especial

A proposta, inicialmente, era construir uma audiência. No entanto, a proponente do debate, deputada Sofia Cavedon, não compareceu à atividade e o momento foi reconfigurado, sem abrir mão dos relatos e pedidos comunitários. Mais de 30 pessoas estiveram reunidas em um salão no bairro Diehl, que também reúne populares deparados com este cenário.

“Acho que é muito importante (a obra) por causa do trabalho das pessoas, que têm que atravessar e isso está dando muito acidente, muitas mortes. Isso está trazendo muito sofrimento. É muito necessária essa passarela”, comenta Maria Gladis, moradora do Kephas II há mais de 2 anos.



No encontro, realizado na quarta-feira (15), foi estruturada uma comissão para dar continuidade ao tema, composto por Otilia de Almeida, secretária da Associação dos Moradores do bairro Kephas II, João França, presidente da União das Associações Comunitárias da cidade, a vereadora Profª Luciana Martins e a presidente do Sindicato dos Sapateiros de Novo Hamburgo, Jaqueline Erthal.

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Projeto já existe

Independente do movimento, já existem discussões para que uma passarela seja construída no local. Ainda em novembro de 2025, o processo de concessão do Bloco 1 das rodovias do estado à iniciativa privada deu conta de diferentes intervenções em estradas como a RS-239. Entre as qualificações previstas e obrigações em contrato, é discutida a construção de uma passarela no Km 16 da respectiva rodovia, que compreende a região então defasada.

O que não está definido, no entanto, é o prazo para que isso saia do papel. A assinatura da concessão deveria acontecer em dezembro deste ano e as obras, com investimentos bilionários, começam apenas em 2027. De todo modo, as dezenas de medidas não possuem cronograma completo, o que possibilita o entendimento de que a reunião do dia 15 surge para “pressionar” esta demanda como prioridade.

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A Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), que atualmente responde pelas melhorias e intervenções na RS-239, não informou sobre discussões e/ou movimentações para a construção de uma passarela na RS-239 no trecho até o fechamento desta reportagem.

Experiência compartilhada

Além de Maria Gladis, estudante do EJA da Emeb Eugênio Nelson Ritzel, Ana Felix, professora da unidade, também observa os riscos enfrentados pelos alunos. “Os estudantes precisam acessar o outro lado da RS para poder ter acesso a serviços, as escolas (e) outros espaços que existem no território de Novo Hamburgo. Eles estão constantemente expostos a essa situação de risco que é fazer a travessia sem ter um equipamento mínimo que assegure a segurança deles”, comenta a educadora.



Integrante da comissão que discute o assunto, Otilia de Almeida apresenta a sua aflição frente ao caso. “Preciso da Feevale e para ir consultar e fazer as coisas ali, (mas) não consigo ir se não tiver Uber, porque não consigo atravessar a faixa; não tem como atravessarmos sozinhas. (Foram) vários acidentes e mortes que tivemos no nosso bairro. Perdemos vários amigos, colegas de serviço”, menciona.

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Discussão na escolas

Morador de Viamão e professor da rede pública hamburguense, Marcos Martins percebeu o receio dos moradores em atravessar a rodovia. Diante dessa vivência, desenvolveu com alunos do EJA da Emeb Eugênio um estudo de caso.

Marcos Martins, professor da Emeb Eugênio Nelson Ritzel | abc+



Marcos Martins, professor da Emeb Eugênio Nelson Ritzel

Foto: Bruno Morais/GES-Especial

“Venho três vezes na semana a Novo Hamburgo e passo pela RS-239 tanto para ir como para voltar. Percebemos o quanto é problemática essa travessia. Trabalhamos o assunto de modal de transporte até chegar ao estudo de caso da RS-239. Propusemos o estudo de caso, uma análise dessa violência que a rodovia nos traz, principalmente para essa região”, descreve o professor.

Presenças

Entre as lideranças, marcaram presença na reunião pública a chefe de gabinete da deputada Sofia Cavedon, Maria de Fátima, a vereadora Profª Luciana Martins, a presidente do Sindicato dos Sapateiros de Novo Hamburgo, Jaqueline Erthal, o presidente eleito da União das Associações Comunitárias (UAC) de NH, João França, a secretária da Associação dos Moradores do bairro Kephas II, Otilia de Almeida, além da comunidade em geral.

Veja o vídeo

Comissão é criada para tratar da insegurança em atravessar a RS-239, em Novo Hamburgo
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