Investigar como músicos utilizam as plataformas digitais para divulgar seus produtos está na mira de pesquisadores de diferentes países. Liderado pelo professor Robert Prey, da Universidade de Groningen, na Holanda, o estudo também abrange nações como Brasil, Chile, Coreia do Sul e Nigéria. No País, a equipe é comandada por pesquisadores da Universidade Feevale, em Novo Hamburgo.
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Foto: Reprodução
O principal objetivo é compreender como as plataformas moldam as práticas criativas e experiências de trabalho dos músicos. Segundo a professora Vanessa Valiati, que lidera a pesquisa na Feevale, o pontapé inicial é a captação de artistas brasileiros que queiram participar do mapeamento. “Com esse estudo, queremos entender os obstáculos enfrentados pelos artistas e auxiliá-los na construção de estratégias”, explica.
A investigação acadêmica, financiada pelo Conselho Europeu de Pesquisa, é direcionada a plataformas como Spotify, Deezer, YouTube Music e Apple Music. Conforme Vanessa, o estudo global nessa área é inédito no Brasil. “Essa perspectiva global é novidade, e trazer um estudo desse porte para o Rio Grande do Sul é muito significativo. Com a participação de outros países, vamos poder comparar os resultados de diferentes perfis”, destaca.
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O mapeamento dos artistas está sendo realizado por meio de um questionário online, aplicado nos cinco países que integram o estudo. Após a etapa quantitativa, os pesquisadores selecionarão artistas para participarem de entrevistas qualitativas. As perguntas do questionário são referentes ao uso de plataformas digitais no cotidiano dos músicos, como formatação, empacotamento, distribuição e divulgação de produtos sonoros.
Além disso, no Rio Grande do Sul, a pesquisa conta com a parceria da Secretaria de Cultura do Estado (Sedac), por meio do programa RS Criativo e do Instituto Estadual de Música. A empresa IPSOS, líder em pesquisa global, é responsável pelo tratamento dos dados coletados.
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