Os últimos dias em Novo Hamburgo foram marcados por suspensões recorrentes do abastecimento de água nos bairros Boa Saúde, Petrópolis, Ideal, Operário, Primavera, Rincão e Roselândia. Este cenário deve se manter ao longo deste que promete ser um dos verões mais quentes da cidade dos últimos anos, e de acordo com a Companhia Municipal de Saneamento (Comusa) é justamente o calor intenso o principal motivo para a suspensão no abastecimento.
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Foto: Eduardo Amaral/GES-Especial
Segundo a Comusa, as altas temperaturas fizeram o consumo de água disparar na cidade, e bairros localizados nas áreas mais altas acabam tendo períodos de baixa pressão. Nesta terça-feira (4) o alto consumo se somou ao rompimento de duas adutoras durante o dia, deixando cerca de 3,3 mil pessoas sem água durante algumas horas do dia nos bairros Primavera, Rincão, Operário e Roselândia.
As duas adutoras se romperam durante trabalhos realizados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) na BR-116. O primeiro rompimento ocorreu em uma adutora de 150 milímetros de diâmetro ainda pela manhã, tendo sido consertada no início da tarde.
Mas por volta das 16h uma nova adutora, desta vez com diâmetro de 250 milímetros, foi rompida também pelo Dnit, deixando mais uma vez os bairros sem fornecimento de água. A previsão da autarquia era que o conserto fosse concluído durante a noite e o abastecimento de água retomado na madrugada de quarta-feira (5).
O jeito é economizar
Proprietário de uma ferragem no bairro Rincão, Paulo Roberto Moretti, 58 anos, encontrou uma forma de conseguir garantir que não falte água para ele e os outros três moradores da casa. “Eu tranco (a água) da rua e libero água da minha caixa, e então enho água normal em casa. Aí de manhã cedo, fecho a água da caixa e deixo entrar água pra mim, para encher de novo o meu reservatório”, conta.
Morando há mais de 30 anos no bairro, Moretti fala sobre como tem sido a rotina de falta de abastecimento. “Têm faltado água no final do dia e de madrugada retorna, sempre, todos os dias. Isso já vai de alguns anos pra cá no verão”, relata. Em meio a este cenário de escassez, os hábitos precisaram mudar.
“Lá em casa nós cuidamos, não lavamos a calçada, o carro, nada lavamos, só aquilo que é extremamente necessário mesmo”, resume Moretti. No bairro vizinho, Operário, uma antiga bomba pública de água se tornou uma das alternativas para os moradores garantirem o abastecimento. Com garrafas de água, moradores e visitantes aproveitam para reservar água para o dia a dia.