O avanço dos casos de doenças respiratórias pressiona os hospitais da região e já provoca superlotação em unidades de saúde. Em Novo Hamburgo, nesta terça-feira (12), os 217 leitos do Hospital Municipal (HMNH) estavam ocupados, conforme informações da Fundação de Saúde de Novo Hamburgo (FSNH).
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O cenário preocupa autoridades sanitárias diante do aumento da procura por atendimentos relacionados à Síndrome Respiratória Aguda.

Foto: Geison Concencia/GES-Especial
O aumento da circulação de vírus respiratórios, comum durante os meses mais frios, tem provocado crescimento na procura por atendimento em hospitais e unidades básicas em diversas cidades do Vale do Sinos. Crianças, idosos e pessoas com comorbidades seguem entre os grupos considerados mais vulneráveis às complicações respiratórias.
O Hospital Centenário, em São Leopoldo, divulgou um novo balanço sobre a ocupação de leitos da instituição nesta terça, apontando alta demanda em diferentes setores, principalmente nas unidades de terapia intensiva.
De acordo com os dados atualizados pela Secretaria de Saúde da cidade, a UTI Adulto opera com 100% de ocupação. Todos os 16 leitos disponíveis estavam ocupados no momento da atualização. Outro setor com índice elevado é a UTI Neonatal, que registra 90% de ocupação, com nove dos dez leitos em uso.
Nos leitos clínicos e cirúrgicos, o hospital apresenta taxa de ocupação de 92%, com 110 pacientes internados em um total de 119 vagas disponíveis. Já os leitos pediátricos estão com 82% de ocupação, sendo 14 dos 17 leitos utilizados.
Na área de emergência, a ala destinada a adultos registra 69% de ocupação, com 27 pacientes em 39 leitos. A emergência pediátrica apresenta índice menor, de 44%, com sete dos 16 leitos ocupados.
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Em Canoas, segundo a Secretaria de Saúde, emergência está com 590% de ocupação. A sala vermelha está com 91% de ocupação.
Os números refletem a pressão enfrentada pelos hospitais da região em meio ao aumento da procura por atendimentos, especialmente relacionados a doenças respiratórias típicas do período mais frio do ano. Autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação e dos cuidados preventivos para reduzir a demanda sobre o sistema hospitalar.
Medidas para contenção
Em Novo Hamburgo, segundo a secretária de Saúde, Betina Espindula, o Município também aderiu ao programa Inverno Gaúcho com Saúde 2026, que possibilita a habilitação de novos leitos voltados ao atendimento de Síndrome Respiratória Aguda.
Há, ainda, o planejamento de ampliação temporária e emergencial da estrutura de saúde, caso necessário, por meio da instalação de contêineres climatizados e equipados. Esses espaços servirão de apoio para pacientes com quadros menos graves, permitindo a melhor destinação dos leitos hospitalares aos casos mais críticos.
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Paralelamente, a extensão do horário de atendimento nas unidades de saúde, prevista para iniciar no final de maio, também contribuirá para ampliar a oferta de serviços e qualificar o cuidado à população.
Em São Leopoldo e Canoas, as prefeituras intensificaram campanha de vacinação. A cidade capilé também adotou unidades móveis direcionadas para crianças entre 6 meses e 5 anos de idade e idosos a partir dos 60 anos.