Mais de 200 pessoas participaram da sétima edição da Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa de Novo Hamburgo. O evento ocorreu entre a manhã e tarde desta sexta-feira (13) na Universidade Feevale.

Foto: Juliano Piasentin/ GES-Especial
Conforme a presidente do Conselho Municipal dos Direitos e Cidadania da Pessoa Idosa (CMDCI), Leny Camargo Fisch, o principal objetivo foi discutir as prioridades que serão levadas pela comunidade de Novo Hamburgo para a conferência estadual, que terá sua data revelada na próxima semana. “Começamos com uma apresentação cultural e na sequência houve uma palestra. Depois nos reunimos para definir as nossas principais necessidades”, explica.
A palestra, comandada pelo Doutor Roberto Seitenfus, abriu o caminho para a concepção de ideias divididas em cinco eixos (veja abaixo). Um dos desejos é que Novo Hamburgo receba uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) pública. “Atualmente é necessário comprar vagas, o que onera os cofres públicos”, diz Leny. Conforme a presidente, há o interesse do CMDCI. “Interesse nós temos. Vai dar mais segurança para a pessoa idosa e reduzir custos para o Executivo.”
Essas vagas seriam preenchidas por idosos que não tem suporte familiar. “Precisamos de mais direitos e mais verba para assegurar a efetividade dos cuidados.” Outra questão apontada pela presidente está relacionada a saúde. “O déficit é muito grande. Por exemplo, no pilates, faltam equipamentos. Os alunos precisam levar elástico, bola.”
Participação positiva
Vice-presidente do CMDCI, Loreni Maria Rosa Pereira, participa do grupo há 6 anos e ficou satisfeita com a participação da comunidade no evento desta sexta-feira. “Foi muito positiva, não esperava o público que teve, foram 219 inscrições.”
Ainda assim, afirma que há necessidade de uma presença maior. “Precisamos melhorar a divulgação, tentar fazer com que as pessoas encontrem uma motivação para participar.”
Um dos fatores da possível falta de motivação é a demora em colocar as ações em prática. “Formulamos lei, demandas, mas ao ir para o papel o poder público demora muito para colocá-las em prática”, completa.
Confira os 5 eixos discutidos:
- Financiamento para ampliação e garantia dos direitos sociais
- Fortalecimento de políticas para proteção a vida, saúde e acesso ao cuidado integral da pessoa idosa
- Proteção e enfrentamento contra quaisquer formas de violência, abandono social e familiar da pessoa idosa
- Participação social, protagonismo na perspectiva das múltiplas velhices
- Consolidação e fortalecimento da atuação dos conselhos do direito da pessoa idosa na política do estado brasileiro
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