Proporcionar a futuros profissionais da área da saúde mental vivências que vão além dos serviços tradicionais foi o principal objetivo do VER-SUS, projeto que encerrou seu ciclo de atividades na tarde de sábado (31), na Casa da Praça, em Novo Hamburgo.

Foto: Geison Concencia/GES-Especial
A iniciativa buscou ampliar o olhar dos estudantes sobre os diferentes modos de cuidado em saúde mental, incorporando a arte e a cultura como ferramentas complementares nesse processo.
Segundo a representante da Secretaria Municipal de Saúde, Rafaella Dresch, ao longo de uma semana estudantes e residentes da área da saúde participaram do VER-SUS, um projeto de imersão que possibilita vivenciar, na prática, o cotidiano do Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta culminou em um sarau na Casa da Praça, espaço cultural reconhecido por sua atuação comunitária e artística.
“O objetivo do VER-SUS é promover reflexões críticas a partir de vivências em territórios reais. Dentro dessa dinâmica, os participantes puderam compreender que o cuidado em saúde mental não se restringe aos serviços formais, mas também se constrói em espaços de cultura, convivência e expressão”, explica Rafaella.
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Durante o encontro, alusivo à campanha Janeiro Branco, foram promovidas atrações culturais e atividades voltadas à reflexão coletiva sobre saúde mental. A ação foi organizada pelo Colegiado Gestor de Saúde Mental, em conjunto com os participantes do projeto e artistas da Casa da Praça, fortalecendo o diálogo entre políticas públicas, território e comunidade.
“Nesse contexto, a arte e a cultura são compreendidas como elementos fundamentais para a promoção da saúde mental”, destaca Rafaella.
“A expressão artística, corporal e cultural, assim como o acesso ao direito à cultura e ao lazer, têm demonstrado resultados positivos no fortalecimento do bem-estar emocional e coletivo. Por isso, o projeto foi construído em parceria com a Casa da Praça, que desde o início atuou como aliada”, completa.
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Casa da Praça vai além da arte
A representante da diretoria executiva da Casa da Praça, Mariana de Mattos Pires, reforça que o espaço cumpre um papel que ultrapassa a promoção cultural, atuando de forma integrada com os serviços de saúde mental do município.
“O espaço já recebeu grupos do CAPS e iniciativas voltadas a mulheres, fortalecendo a articulação em rede e ampliando as possibilidades de cuidado para além dos espaços tradicionais. A proposta é funcionar como um ambiente comunitário, aberto à participação dos equipamentos de saúde, das escolas e de outras instituições”, afirma Mariana.
Segundo ela, enquanto ponto de cultura, a Casa da Praça entende que sua missão é fortalecer o território e servir à comunidade. “Estar em rede com áreas como saúde e educação é fundamental. Quando esses equipamentos ocupam o espaço, eles também vivenciam a atmosfera de criação, expressão e acolhimento que existe aqui”, conclui.
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