Uma moradora do bairro Santo Afonso, em Novo Hamburgo, se acorrentou, na manhã desta segunda-feira (17), em frente à Caixa Econômica Federal da Rua Bento Gonçalves, no Centro, em ato de manifestação pela liberação de moradia pelo programa Compra Assistida, benefício para vítimas das enchentes.

Foto: Arquivo pessoal
Isalete de Lima, de 54 anos, conta que há três meses escolheu o imóvel, porém, ainda não havia sido feito o pagamento por parte da Caixa. “Eu estou morando em uma situação muito difícil, porque a minha casa caiu quase toda com a enchente e não podemos arrumar porque precisamos sair para a obra do dique”, diz.
Além disso, Isalete relata que há cerca de 20 dias vivenciou uma situação de risco e teme passar pelo ocorrido novamente. “A minha casa foi invadida por um rapaz encapuzado, com martelo e faca. Arrombou a porta, botou eu e meu marido deitados no chão e levou dinheiro e telefone”, desabafa.
Com os dias passando e a preocupação crescendo, Isalete decidiu fazer o ato de protesto. “Como eu não recebi a chave da minha casa, eu resolvi me acorrentar na frente da Caixa para ver se eles resolviam o problema”, declara.
“Eu não tinha mais a quem recorrer, eu me obriguei a fazer isso, porque eu e meu marido estamos correndo sério risco de vida lá”, completa.
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Segundo Isalete, instantes após o início da manifestação, funcionários da Caixa a chamaram e informaram que amanhã (18) ela deve assinar o contrato e retirar a chave do imóvel escolhido, que fica no bairro Canudos.
“A gente está aguardando que eles cumpram com a palavra deles, porque eu preciso me mudar de lá o quanto antes, a gente tem problemas sérios de saúde, a gente não dorme mais e nem come”, diz.
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O que diz a Caixa Econômica Federal
A entidade foi contatada para posicionamento sobre o caso, mas até a publicação desta matéria não havia se manifestado. O espaço segue aberto para pronunciamento.