Novo Hamburgo está em estado de alerta para doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya. Foi isso que apontou um levantamento feito pela Prefeitura entre os dias 1º e 11 de setembro e divulgado nesta quarta-feira (24).
FAÇA PARTE DA COMUNIDADE DE NOVO HAMBURGO NO WHATSAPP
Segundo a administração municipal, o índice de infestação predial (IIP) encontrado foi de 1,1%. Isso significa que, a cada 90 imóveis vistoriados, um apresentou larvas ou pupas do Aedes aegypti.
Ao todo, 4.033 imóveis foram vistoriados e 115 amostras coletadas, sendo que 43% delas testaram positivo para o mosquito transmissor.
As áreas mais afetadas foram identificadas em quatro dos nove estratos em que a cidade é dividida para o levantamento, classificados como iminente perigo à saúde pública. Os outros cinco estratos apresentaram situação satisfatória.
LEIA TAMBÉM: Previsão de orçamento de 2026 é aprovado em Novo Hamburgo com déficit estimado em quase R$ 200 milhões
Casos confirmados
De janeiro até a semana epidemiológica 39, Novo Hamburgo recebeu 4.101 notificações de casos suspeitos de dengue, sendo 3.221 confirmados, 85 em investigação, 795 descartados e 1 óbito registrado, informou a Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
Ainda conforme a pasta, todos os bairros apresentaram casos confirmados, com maior concentração nos bairros Canudos e São Jorge, que somaram mais de 70% das confirmações.
Principais depósitos do mosquito
O levantamento também apontou os locais mais comuns de proliferação do mosquito. Os depósitos classificados como tipo B — pequenos recipientes como pratinhos de vasos de plantas, bebedouros de animais, baldes e garrafas — representam 55,1% dos focos encontrados.
Em seguida, aparecem os pneus e materiais rodantes (tipo D1), com 14,3%, e o acúmulo de lixo e entulhos (tipo D2), com 12,2%. Depósitos fixos, como ralos e calhas, correspondem a 10,2% dos registros.
CLIQUE AQUI PARA RECEBER NOSSA NEWSLETTER
Prevenção e combate
“É fundamental que a população faça vistorias semanais em suas residências e elimine qualquer local que possa acumular água. O mosquito segue presente, e a prevenção depende da participação de todos”, orientou Andrea Martins, da SMS.
Ela lembra ainda que a aplicação de inseticidas não é feita com base na quantidade de mosquitos, mas conforme casos confirmados da doença, sendo direcionada para áreas com registros positivos, a fim de conter surtos.
Atendimento e denúncias
Em caso de suspeita de dengue, os moradores podem procurar a unidade de saúde mais próxima para atendimento e diagnóstico. Denúncias sobre locais com possíveis criadouros podem ser feitas pela ouvidoria SUS, pelo WhatsApp (51) 99831-6500.