A cena de grandes festivais volta a ganhar força em Novo Hamburgo com a segunda edição do O Lorde Music Festival, que busca se firmar como um dos principais eventos musicais do Vale do Sinos. Marcado para o dia 16 de maio, na Fenac, o encontro reúne nomes conhecidos do pop rock, rock e reggae nacional, apostando em estrutura ampliada e na conexão afetiva com o público.

Foto: Dário Gonçalves
Para os organizadores, o festival já nasce com status de continuidade. “Estamos indo para a segunda edição, o festival já se consolidou. Para nós é uma alegria poder trazer isso para Novo Hamburgo e para a região. Há muitos anos que festivais não aconteciam por aqui”, afirma Vinicius Hoffmann. Segundo ele, o trabalho é diário para qualificar a experiência. “É uma satisfação poder deixar isso, talvez, como um legado. Trabalhamos bastante para melhorar o que foi feito no ano passado.”
A proposta do evento também passa por um resgate emocional. “A ideia surgiu para resgatar aquela nostalgia boa. As bandas que a gente ouvia na adolescência”, explica Diego Corrêa. Ele destaca que a curadoria segue um critério pessoal e autêntico. “Tudo o que temos no Lorde é o que nós consumimos. A gente procura o que faz sentido para nós e nos deixa felizes. E o público vê isso.”
Line-up e identidade
A programação da segunda edição reúne seis atrações: Maria do Relento, Acústicos & Valvulados, Vitor Kley, Maneva, Reação em Cadeia e CPM 22.
A escolha reforça o perfil do festival, voltado a artistas que marcaram gerações. “Quem está na casa dos 40 anos e teve banda, provavelmente tocou cover do CPM. Para nós, trazer eles foi a realização de um sonho”, comenta Corrêa. “A gente está lá, cantando junto. Vai pelo que a gente vê como verdade.”
A presença do CPM 22, inclusive, atende a uma demanda do público. “Em dezembro trouxemos o CPM 22 para o Lorde e os ingressos se esgotaram muito rápido, então era uma atração que tinha que estar no festival”, explica Carol Maldaner.
Estrutura ampliada
Realizado novamente na Fenac, o evento ocupará cerca de 10 mil metros quadrados, distribuídos entre os pavilhões 1, 2 e 3. O espaço será coberto e climatizado, garantindo a realização independentemente das condições climáticas.
Entre os diferenciais técnicos, estão melhorias na qualidade sonora. “O local tem tratamento acústico e teremos torres de delay, que distribuem o som igualmente até para quem está no fundo”, detalha Corrêa.
Além disso, a organização promete avanços na experiência do público, com mais banheiros, área gastronômica reforçada, loja oficial com produtos do festival e até espaços pensados para conforto. “Vai ter um salão para as gurias retocarem maquiagem e cabelo, para se arrumarem melhor e até desafogar os banheiros”, destaca Carol.
Crescimento e projeção
O festival também surge como alternativa para ampliar o porte dos shows realizados pela casa noturna O Lorde, que completa dez anos. “O festival serve para trazer atrações maiores, que o espaço do bar não comportaria, tanto pelo tamanho quanto pelos custos”, explica Hoffmann.
“Para esta edição, aumentamos a capacidade para 6 mil pessoas, e os ingressos estão indo para a reta final”, aponta Corrêa.