O abraço fraterno de uma rede de apoio é essencial para quem enfrenta o câncer. Apesar da simplicidade do gesto, quem trava uma batalha intensa contra o câncer de mama garante que um simples abraço verdadeiro faz a diferença no tratamento.
Quando recebeu o diagnóstico em 2013, Juraci da Costa, hoje com 54 anos, foi acolhida pelo Grupo de Apoio à Superação do Câncer de Mama Amigas de Mãos Dadas, em um momento difícil, marcado por medos e inseguranças. Atualmente, após alcançar a cura, ela permanece no grupo como voluntária, prestando apoio a quem vive as mesmas dificuldades pelas quais passou.
“Hoje posso acolher as pacientes. Elas dizem: ‘como sinto falta do teu abraço’. Como é bom receber um abraço verdadeiro. Esse abraço toca o nosso coração e nos cura”, comenta Juraci.
Ela afirma que essa rede de apoio foi essencial para sua recuperação, proporcionando autoestima e disposição para seguir firme no tratamento. “Deus não me deu o dom de voar, mas de correr. Essa frase foi dita pela minha médica, na época, para me incentivar a buscar a cura do câncer”, relembra.
“Para mim é muito importante saber que tenho amigas”

Foto: Geison Concencia/GES-Especial
A costureira Michaele Strasser, de 31 anos, que recentemente ingressou no grupo, garante que o acolhimento das demais integrantes traz conforto em momentos difíceis, após o diagnóstico de câncer de mama.
“A gente passa por um momento muito delicado. Um abraço é tudo. É uma rede de apoio, um conforto em saber que não estamos sozinhas. Encontrei isso no grupo. É a segunda vez que venho. Sinto falta quando não participo”, relata.
Atividades especiais no mês de conscientização

Foto: Geison Concencia/GES-Especial
Assim como Juraci e Michaele, outras mulheres também estiveram reunidas na tarde de segunda-feira (20), no Teatro Paschoal Carlos Magno, em Novo Hamburgo. O encontro fez parte da programação da segunda edição do projeto Beleza Contra o Câncer, idealizado por Miriã Kaspper, funcionária da COMUR, em parceria com Izabel Martins, dedicado nesta tarde ao Grupo Amigas de Mãos Dadas.
Durante o evento, foram oferecidos serviços de manicure, cabeleireira e estética, além de um recital de música com o violinista Leandro Melo.

Foto: Geison Concencia/GES-Especial
Mãos Dadas
O grupo existe há 19 anos e é voltado a pacientes com câncer de mama. No início, eram cerca de dez participantes; hoje, já são mais de 180.
Os encontros ocorrem todas as segundas-feiras, das 13h30 às 16h, no salão da Catedral São Luiz Gonzaga, em Novo Hamburgo. Todas as pacientes com câncer podem contar com essa rede de apoio, que oferece acolhimento, amizade e esperança.