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MAIS DE R$ 4 MILHÕES

Prefeito de Novo Hamburgo dá detalhes da praça que deverá ser construída na antiga sede de clube amador

Autorizada pela Justiça, Administração Municipal já demoliu sede do Botafogo, em ação que causou polêmica na comunidade

Publicado em: 18/03/2026 às 20h:30 Última atualização: 18/03/2026 às 20h:31
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Em menos de uma semana, um espaço histórico e repleto de memórias deixou de existir no bairro Jardim Mauá, em Novo Hamburgo. Após receber sinalização positiva da Justiça, a Prefeitura demoliu na terça-feira (17), a estrutura do Botafogo Futebol Clube, associação amadora que desenvolvia suas atividades há 35 anos no mesmo endereço.

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Prefeitura iniciou a demolição do prédio nesta terça | abc+



Prefeitura iniciou a demolição do prédio nesta terça

Foto: Divulgação

Integrantes do clube foram pegos de surpresa com a movimentação, pois conforme o conselho, o dia seria apenas de vistorias no local. A Prefeitura, questionada sobre esta mudança de planos, informa apenas que a decisão de retomada da área permitia “eventuais intervenções na estrutura existente”. Dias antes, integrantes da diretoria e usuários do espaço compareceram na sede para retirada de mesas, quadros e demais elementos que carregam a história do Botafogo. Neste momento, a sociedade não tem para onde ir. Parte de seus materiais estão em um depósito da prefeitura, e outro montante na residência de conselheiros.

A Administração Municipal alega estar cumprindo uma determinação do Poder Judiciário, que teria definido pela “devolução da área ao patrimônio público”. Para o local, a Prefeitura planeja a construção de uma praça pública com investimentos superiores a R$ 4 milhões. Através das redes sociais, o prefeito Gustavo Finck anunciou que a nova estrutura contará com “academia de calistenia para jovens e adultos, academia para idosos com acompanhamento de profissionais de educação física e da área da saúde, brinquedos inclusivos e temáticos com espaços de lazer para eventos da comunidade”, entre outros aspectos.

Ainda em setembro de 2025, a ordem de despejo recebia prazos de prorrogação solicitados pelo clube. Conforme Gerson Sudekum, conselheiro do Botafogo, foram protocolados junto à prefeitura ações e projetos que a sociedade pretendia dar início. No entanto, o deferimento se deu a favor do Executivo, alegando que as atividades projetadas pela gestão pública eram mais relevantes ao bairro.

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Próximos passos

Gerson Luis Sudekum | abc+



Gerson Luis Sudekum

Foto: Geison Concencia/GES-Especial

Sudekum comenta que o clube está tentando encontrar soluções para um novo endereço, mas que a prioridade é seguir no mesmo bairro. A diretoria até cogita pedir um pequeno espaço, abrangendo o campo de futebol 7, dentro desse novo projeto da Prefeitura, mas admite que as expectativas para que isso ocorra são baixas.

“Essa situação de pedir alguma coisa para a Prefeitura, não temos nem ânimo. Ganhamos tantas negativas nessa transição, nessa entrega de chaves. Fazer o que fizeram, de demolir a sede, sabendo que tinham coisas lá dentro, nem cuidado tiveram. Foi um absurdo, uma coisa totalmente sem noção e sem preparo”, lamenta Gerson, mencionando que, após visitar o espaço depois da demolição, encontrou garrafas e lâmpadas que não foram removidas antes do trabalho das máquinas.

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