Após projetos de lei que revisam os salários e o vale-alimentação dos servidores públicos de Novo Hamburgo serem aprovados em 2º turno na Câmara de Vereadores na segunda-feira (4), a pauta sobre o reajuste do benefício aos funcionários da Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH) voltou a ficar em evidência.
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Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial
Funcionários da FSNH relembraram a promessa realizada pelo prefeito Gustavo Finck em vídeo publicado no Instagram no último dia 29. Na publicação, o gestor municipal explica que o projeto para aumento do vale-alimentação para colaboradores da FSNH não foi enviado à Câmara porque a entidade é uma prestadora de serviços do executivo. “A Fundação de Saúde tem vida e decisão própria”, pontua.
Porém, afirmou que internamente está sendo realizado um reajuste de contas para garantir a saúde financeira do município até o final do ano, que possibilitará melhorias nos contratos com a empresa e, consequentemente, o pagamento em dobro do vale-alimentação.
Questionado pela reportagem sobre o prazo para o aumento no vale-alimentação dos funcionários da FSNH, o prefeito pontuou que o município está ajustando as contas para garantir avanços ao funcionalismo. “No caso da Fundação de Saúde, o reajuste no vale-alimentação será feito de forma parcelada e gradativa, mas a nossa meta é que, até o final do ano, os servidores também recebam o valor dobrado do benefício. O compromisso da gestão é avançar para contemplar todos os servidores”, disse.
A FSNH informou que o cronograma de pagamentos referente à data-base dos colaboradores segue o ciclo anual estabelecido pelas convenções trabalhistas da categoria. “Diferente da administração direta da Prefeitura, cuja data-base ocorre em abril, o período de referência da Fundação é o mês de maio. Neste contexto, a FSNH esclarece que a reposição salarial de 4,14% está em tratativas”, afirma em nota.
A entidade expõe que o RH está fazendo um levantamento de impacto financeiro, que será encaminhado à Prefeitura, solicitando o aditamento dos convênios vigentes. “Paralelamente, o tema também envolve negociação com o sindicato da categoria, que deverá submeter as condições à apreciação dos trabalhadores em assembleia.” Além disso, o processo ainda precisa ser apreciado pelo Conselho Curador da Fundação, conforme as normativas institucionais.
Por sua vez, a presidente do Sindisaúde-RS, Rosi Bairros, relata que o órgão fez contato com a FSNH e a direção está determinando o cálculo do impacto financeiro, que será enviado para a Prefeitura para a realização de um aditivo contratual, uma vez que a empresa tem contrato de gestão com o município.
E a Comur?
O prefeito Gustavo Finck também comentou sobre as tratativas em andamento com a Companhia Municipal de Urbanismo (Comur). “Já iniciamos o diálogo e estamos avaliando a possibilidade de renovação dos contratos com a reposição inflacionária daqueles que estavam congelados. Isso poderá criar condições para que a companhia também consiga avançar nesse pagamento. Ainda é uma discussão embrionária, mas estamos trabalhando internamente para construir alternativas e garantir que todos sejam contemplados”, completou.
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