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UTI do Hospital de Novo Hamburgo é reaberta 13 dias após ala ser infectada por superbactéria

Ala havia sido temporariamente fechada no dia 4 de agosto

UTI do Hospital de Novo Hamburgo é reaberta 13 dias após ala ser infectada por superbactéria
Publicado em: 18/08/2025 às 20h:51 Última atualização: 18/08/2025 às 20h:54
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A UTI Adulto do Hospital Municipal de Novo Hamburgo (HMNH) foi reaberta na noite do último domingo (17). A ala havia sido temporariamente fechada no dia 4 de agosto, após ser identificada a presença da superbactéria Acinetobacter baumannii – microrganismo altamente resistente.

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HMNH

Foto: Arquivo/GES

A reabertura aconteceu após todas as coletas de swab realizadas em superfícies e equipamentos da UTI na sexta-feira (15) darem negativas para a detecção da bactéria.

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Segundo a Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH), representantes da Vigilância Sanitária Municipal e Estadual estiveram na instituição na última semana para avaliar as medidas adotadas durante o período do surto, bem como o processo de realocação dos pacientes.

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“As equipes realizaram vistorias na UTI e na Unidade Neurovascular, com o objetivo de assegurar a segurança e a qualidade do atendimento prestado”, diz a nota.

Pacientes voltaram para ala

Quando a bactéria foi identificada, sete pacientes que estavam na UTI precisaram ser realocados para outro setor do hospital. Destes, quatro foram contaminados pela bactéria e precisaram passar por tratamento. 

Após a reabertura da UTI, os pacientes puderam retornar à ala. Nesta noite, o hospital atendia nove pacientes no local.

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Identificação da bactéria

Nos dias 11 e 15 de julho, a UTI recebeu pacientes já portadores dessa bactéria. Os enfermos, inclusive, já se encontravam com medidas de precaução instaladas.

O primeiro caso de transmissão cruzada dentro da ala aconteceu no dia 16 de julho, e o segundo no dia 22 do mesmo mês — quando medidas de contingenciamento foram iniciadas após comunicação aos coordenadores da UTI, intensificação das medidas de precaução de contato e diminuição do fluxo de pessoas no setor.

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Medidas tomadas

Assim que identificada a superbactéria, foi restringida a entrada de novos pacientes e reforçado com as equipes assistenciais e de apoio a adoção de medidas de bloqueio epidemiológico e higiene das mãos. Foi também feito exame de rastreio para avaliar colonização de pele pela bactéria para os demais paciente expostos na UTI.

O local foi higienizado do teto ao piso, incluindo as paredes. Todos os equipamentos da área também passaram por limpeza.

Quanto aos pacientes com infecção por Acinetobacter baumannii, é feito tratamento específico com antibióticos escolhidos conforme o exame de sensibilidade da bactéria.

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Em casos resistentes, podem ser necessários medicamentos de uso restrito e acompanhamento especializado com a equipe da infectologia, além de medidas de isolamento para evitar novas transmissões no hospital.

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