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REFEIÇÕES PREJUDICADAS

Atraso em repasse federal afeta os trabalhos de cozinhas comunitárias leopoldenses

Nove entidades assistenciais da cidade aguardam a regularização dos recursos do programa federal Cozinha Solidária, que estão atrasados entre um e três meses

Publicado em: 08/10/2025 às 11h:29 Última atualização: 08/10/2025 às 15h:33
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Cozinhas comunitárias de São Leopoldo não estão recebendo os repasses do governo federal, valor do Programa Federal Cozinha Solidária, que era usado para o preparo de refeições servidas para a comunidade em situação de vulnerabilidade, devido a um atraso das verbas. No total, nove cozinhas da cidade são contempladas pelo programa, cujos recursos são repassados por meio da Associação Meninos e Meninas de Progresso (Ammep).

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Cozinha Arcanjo São Miguel, que fornece almoços e lanches, é uma das prejudicadas pela falta de repasse



Cozinha Arcanjo São Miguel, que fornece almoços e lanches, é uma das prejudicadas pela falta de repasse

Foto: Divulgação

Há atraso com cozinhas que estão de um a três meses sem receber o repasse. A secretária municipal de Assistência Social, Simone Dutra, contou que enviou, na última quinta-feira (2), um ofício à Ammep – que é a Organização da Sociedade Civil (OSC) que recebe o recurso federal para repassar para as cozinhas comunitárias -, solicitando informações. Porém não recebeu retorno sobre assunto ainda. A única devolutiva foi que a Ammep solicitou prazo de sete dias úteis a contar da última sexta-feira (3), devido as demandas do órgão.

A secretária também enviou ofício para Câmara de Vereadores solicitando apoio para solucionar a questão.

A Ammep foi procurada pela reportagem, mas até o fechamento desta edição não se manifestou sobre o atraso dos repasses do programa federal.

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Dificuldades

De acordo com Paula Amanda do Santos Knewitz, 31 anos, coordenadora da Cozinha Solidária Arcanjo São Miguel, do bairro São Miguel, uma das contempladas pelo projeto federal, a cozinha segue funcionando com muita dificuldade, pois o recurso está atrasado há dois meses, o que tem prejudicado tanto a compra de alimentos, quanto o pagamento das dívidas. Porém, segundo Paula, mesmo assim a quantidade de refeições servidas manteve-se. “Após a enchente, que destruiu a antiga cozinha, o grupo passou a utilizar parte do valor recebido para comprar materiais da construção e reconstruir a cozinha, o que gerou dívidas nas lojas de materiais com o atraso dos repasses.”

Conforme Paula, a Cozinha Arcanjo São Miguel, serve em média 350 almoços e 150 lanches por dia. “Os voluntários seguem com muita luta, fé e união, garantindo que as famílias mais vulneráveis não fiquem desassistidas. O sentimento é de cansaço, indignação e resistência, mas também de esperança e solidariedade, pois a comunidade continua firme na reconstrução.”

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Recurso do município

Todas as nove cozinhas contempladas pelo recurso federal, também são beneficiadas pelo Programa São Léo Mais Comida no Prato, iniciativa promovida pela Prefeitura, que visa a promover a segurança alimentar e atender semanalmente em torno de 5,5 mil pessoas, por meio das cozinhas, em várias regiões da cidade. Atualmente o projeto municipal auxilia 24 cozinhas comunitárias.

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