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BAIRRO SANTOS DUMONT

Começam as obras de proteção contra as cheias na comunidade Steigleder

São Leopoldo é a primeira cidade do Estado a iniciar intervenção com verbas do Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos (Firece), do governo federal

Priscila Carvalho
Publicado em: 03/06/2026 às 17h:50 Última atualização: 03/06/2026 às 17h:52
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Com uma solenidade especial para marcar o fato, começaram na manhã desta quarta-feira (3) as obras de proteção às cheias e de infraestrutura na comunidade Steigleder, no bairro Santos Dumont, em São Leopoldo. Os trabalhos fazem parte de grande intervenção que deve ser realizada na região Nordeste do município e que contempla ainda uma casa de bombas na área, que fica próxima ao limite com Novo Hamburgo.

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Máquinas já atuam na primeira etapa da obra, iniciada ontem na frente da sede da associação dos moradores da comunidade e que consiste na canalização da vala de drenagem do dique 905. A ordem de serviço para a melhoria – considerada a primeira obra estruturante visando enfrentar eventos climáticos no Estado – foi assinada há pouco menos de um mês, pela ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, em evento em Porto Alegre.

Prefeito Heliomar Franco e secretário de Mobilidade e Obras, Tarzan Corrêa, mostram local dos primeiros trabalhos



Prefeito Heliomar Franco e secretário de Mobilidade e Obras, Tarzan Corrêa, mostram local dos primeiros trabalhos

Foto: Priscila Carvalho/GES-Especial

Firece

A obra tem repasse inicial de R$ 32,8 milhões por meio do Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos (Firece). A empresa responsável por essa primeira etapa dos trabalhos é a Construsinos, que tem sede na cidade. O prazo de execução desta etapa é de 14 meses.

“É um dia que ficará registrado na história de São Leopoldo. Estamos iniciando uma transformação que nasceu da coragem do povo. São Leopoldo viveu uma tragédia climática, mas a população soube se reconstruir. Somos o primeiro município a usar o Firece. Isso é fruto de trabalhos técnicos da nossa Prefeitura que tiraram esse projeto do papel”, ressaltou o prefeito Heliomar Franco.

“É o primeiro passo de uma nova história”

Há 18 anos residindo na Steigleder, a líder comunitária Jaqueline dos Santos Rodrigues, 42 anos, representou os moradores durante a solenidade e falou sobre a importância da obra para a região. “Acredito que não só os moradores da Steigleder, mas, sim, todos os moradores do bairro Santos Dumont serão beneficiados de alguma forma. Ainda é possível sonhar. Quando falamos de pessoas, falamos de famílias. E para essas famílias hoje aqui, viver nesse local é desumano. Por muito tempo a gente esperava por esse momento. Tenho certeza que hoje é o primeiro passo de uma nova história”.

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Proteção contra as cheias em três etapas

A primeira iniciada nesta quarta-feira faz parte de um conjunto de projetos que vai ampliar o sistema de proteção às cheias no município. As próximas fases envolvem a formação de uma bacia de amortecimento e a criação da Casa de Bombas número 7, que ficará na região do pôlder V. Os recursos, oriundos do fundo federal, totalizam R$ 69,3 milhões.

“Fizemos por três partes: é o canal, depois vem a bacia e depois vem a terceira fase, que é a casa de bombas. São três licitações”, reforçou a presidente do Semae, Cladis Magnani, a Cacau.

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Segundo o secretário de Mobilidade e Obras (Semob), Rogel Corrêa, o Tarzan, a primeira etapa completa vai da Avenida Mauá até a Rua 14 Bis, na Vila Brás. Nesse percurso, a vala terá 12 metros de largura e em torno de 1,7 quilômetro de extensão. Depois, da Rua 14 Bis em direção à Mauá, por dentro do bairro Santos Dumont, a vala deve ter 8 metros de largura.

Projeto de urbanização também está previsto

A região também já foi contemplada com o PAC Steigleder, que prevê obras de urbanização em toda a comunidade. “É um bairro inteiro novo, tem estação de tratamento de esgoto, bacia de amortecimento da água de chuva, casa de bombas… bairro novo – com praça, posto de saúde, escolas, unidades habitacionais – e avenida projetada”, enfatizou o prefeito Heliomar. O valor total do empreendimento chega a R$ 138 milhões, recursos obtidos via governo federal.

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Sandra Toledo, da Superintendência da Captação de Recursos, explicou que os dois projetos planejados para a região são diferentes, mas se complementam, e ambos recebem recursos federais. “São dois programas diferentes: o Firece, que é este canal, a bacia e a Casa de Bombas é do Sistema de Proteção contra as Cheias; e o outro é um programa de urbanização, mas também é do governo federal”.



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Alteamento do muro do Cerquinha

Outra obra anunciada nos últimos meses e também voltada à proteção contra cheias na cidade, o alteamento do muro do Arroio Cerquinha, no bairro Campina, aguarda laudo técnico para avançar. “Está sendo feito. Dependemos do laudo, não podemos mexer no muro antes, porque o laudo vai nos dizer se poderemos altear ele ou se teremos que fazer todo novo. Hoje a ideia é altear o muro”, disse o secretário de Mobilidade e Obras, Tarzan Corrêa. “Saindo o laudo, já começamos”, afirmou, ponderando que uma empresa específica está elaborando o documento, mas sem estimar um prazo para que ele seja entregue.

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