Devem ser desenvolvidos em até 10 semanas os projetos para execução das obras de canalização da vala de drenagem no dique do Santos Dumont, etapa inicial de uma grande intervenção na região Nordeste da cidade e que contempla a construção de uma nova casa de bombas em São Leopoldo, em área próxima do limite com Novo Hamburgo.
A ordem de serviço para a melhoria – considerada a primeira obra estruturante visando enfrentar eventos climáticos no Estado – foi assinada pela ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, em evento na quinta-feira (7), em Porto Alegre.
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A obra terá o repasse inicial de R$ 32,8 milhões por meio do Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos (Firece). A primeira etapa consiste na canalização da vala de drenagem no dique do Santos Dumont.
Contratação Integrada
A licitação já foi finalizada e teve como vencedora a empresa Construsinos, que tem sede na cidade.
A Superintendência de Comunicação da Prefeitura de São Leopoldo (Scom) destaca que a modalidade do contrato é de Contratação Integrada, onde a empresa deverá desenvolver os projetos básicos e executivos antes do início das obras propriamente ditas. “Desta forma, a empresa terá 2 meses e meio (10 semanas) para apresentar o projeto básico e projeto executivo à prefeitura. Após essa aprovação, a empresa poderá iniciar com as obras”, esclareceu a Scom.
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Onde e como será a intervenção
Essa primeira etapa, de canalização, será implantada partindo da saída da vala de drenagem da Bacia da Steigleder (onde atualmente fica a sede da associação dos moradores da comunidade) até o final da Rua 14 Bis, na Vila Brás.
“A determinação do início das obras ficará de responsabilidade da empresa contratada, uma vez que o projeto executivo será de responsabilidade da mesma, podendo ter mais de uma frente de obras”, coloca a Scom.
A extensão total da obra será de 1.211 metros de canalização. Conforme a Scom, ela será como no canal da Avenida João Corrêa, em que foram utilizados módulos de concreto pré-fabricado, que serão utilizados como contenção do solo e revestimento do canal. A estrutura será do tipo canal aberto.
Segunda etapa
A segunda etapa da obra trata-se da revitalização da bacia de amortecimento da região Steigleder, que fica na mesma área do canal, no final da vala de drenagem da Rua Caneleiras, entre as ruas Manacás e Sepé Tiaraju.
A bacia terá uma extensão de borda de 1.760 metros, e um volume de amortecimento de até 78.000 metros cúbicos (m³), segundo informações da prefeitura.
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Casa de bombas deve ser licitada no próximo semestre
As melhorias na região também incluem uma Casa de Bombas, que terá a capacidade de 12 mil litros por segundo de vazão, com quatro motobombas instaladas. A expectativa, segundo a prefeitura leopoldense, é de que a licitação para esta estrutura seja lançada no início do próximo semestre e a conclusão ocorra no final de 2027.
“O programa Firece estabeleceu que as novas casas de bombas devem manter correlação estética e funcional com as casas de bombas já existentes na cidade. Então, a estrutura será muito parecida com a Casa de Bombas da Campina, que também tem 4 conjuntos motobombas”, salienta explicação enviada pela Scom.
Porém, haverá diferenças significativas internamente, a fim de possibilitar que os equipamentos não sejam afetados por inundações, prejudicando o funcionamento dos mesmos. “Desta forma, os painéis elétricos serão elevados a uma cota acima do dique, e as motobombas serão do tipo anfíbias, possibilitando o funcionamento dos equipamentos tanto em condição submersa quanto em condição não submersa”, complementa o texto.