A Presto Produções promove, neste sábado (8) e domingo (9), duas apresentações da obra-prima Réquiem de Mozart. O espetáculo será realizado pela Camerata Presto, acompanhada dos solistas Elisa Machado (soprano), Carol Braga (contralto), Felipe Bertol (tenor) e Daniel Germano (baixo). O grande coral será formado por Madrigal Presto, Coro de Câmara da PUCRS, Coral da UFRGS e o Coro de Câmara UFSM.
As duas únicas apresentações ocorrem: sábado (8), no Santuário Sagrado Coração de Jesus, em São Leopoldo; e domingo (9), no Santuário Santa Teresinha (Av. José Bonifácio, 645, Bom Fim), em Porto Alegre. Ambas iniciam às 20h e têm entrada franca.
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Foto: Divulgação
130 pessoas envolvidas
O espetáculo tem regência do maestro João Paulo Sefrin, que na noite desta sexta-feira (7) comanda o último grande ensaio geral do grupo. “É uma peça grande, que tem duração de cerca de uma hora, e durante todo esse tempo o coral canta, tem uma participação efetiva. É uma peça que demanda muito trabalho, principalmente para dos coros, pois é muito exigente do ponto de vista técnico”, destacou o maestro, lembrando que, como envolve orquestra, coral e solistas, a preparação começa já meses antes, com cada um dos grupos.
“Até chegar no momento culminante do grande ensaio geral, que é onde todos os elementos acontecem simultaneamente e aí fazemos ajustes de volume, andamento, e até as posições em que cada um vai ficar, porque são quatro coros que vão participar, é muita gente envolvida”, salientou. No total, aproximadamente 130 pessoas estarão envolvidas nas apresentações.
“É um sonho poder realizar uma obra desse porte”

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O maestro também ressaltou a grandiosidade da obra que será executada. “É uma peça que todo músico instrumentista quer fazer, pelo desafio que ela representa. É interpretada ao redor de todo mundo por grandes solistas, e traz um aprendizado muito grande pela questão técnica, pela qualidade, mas também pela questão estética, porque é uma peça de muita beleza”, comentou Sefrin. “É um sonho poder realizar uma obra desse porte, essa construção é maravilhosa”.
Para ele, a preparação da peça também é importante para aproximar os coros. “Porque os regentes vão trabalhando no seu coro, mas a gente não tem contato para ver como está o andamento, as questões interpretativas, até que comecem os ensaios. Isso ajuda a aproximar e fortalecer o movimento de coros no Estado”, colocou o maestro.
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Primeira vez em São Leopoldo

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Diretora da Presto, Lucia Passos lembrou que a apresentação marca o início das celebrações dos 20 anos de fundação da companhia. “Estamos muito ansiosos para a chegada dos concertos, porque essa obra é maravilhosa e nunca foi feita em São Leopoldo. É uma obra difícil e muito importante na literatura de canto coral mundial. Estamos muito entusiasmados de poder fazer ela em São Leopoldo pela primeira vez”, reforçou.
“E queríamos marcar esse momento que inicia os 20 anos da Presto com uma obra forte, emocionante, que chegasse no coração das pessoas, não só pela beleza, mas pela qualidade e pelo capricho do trabalho. E também é uma homenagem às pessoas que sempre nos apoiaram. Sempre tivemos muito apoio da comunidade, não só de São Leopoldo, mas da região”, concluiu.
Os espetáculos têm o patrocínio da Sicredi Pioneira, Banrisul e Vila Rica Imóveis e apoio do Santuário Sagrado Coração de Jesus, Santuário Santa Teresinha e Centro Medianeira.
O projeto
O projeto Camerata Presto, desenvolvido pela Presto Produções, reúne instrumentistas de grande experiência para difundir a música erudita. Altera seu formato original de cordas para tornar-se uma grande orquestra com a participação de dezenas de músicos e instrumentos. A ela, juntam-se corais e demais artistas, moldando-se ao espetáculo idealizado.
Obra foi criada há 230 anos
Considerada uma das obras mais marcantes da música erudita, o “Réquiem em Ré menor” (K.626), de Wolfgang Amadeus Mozart, foi criado há cerca de 230 anos. O termo “Requiem” designa uma missa fúnebre e faz referência à primeira linha do texto litúrgico “Requiem aeternam dona eis, Domine” (“dá-lhes o repouso eterno, Senhor”). Diversos compositores escreveram suas versões de Réquiem ao longo da história, no entanto, o de Mozart é considerado um dos mais emblemáticos, composto para quarteto vocal solista, coro e orquestra.
Mozart, fragilizado pela doença e marcado pela perda recente de seu pai, não concluiu a obra. Antes de morrer, deixou completas três seções com coro: Introito, Kyrie e Dies Irae. As demais partes foram completadas pelo seu discípulo Süssmayr, que incluiu a composição integral de Franz Xaver Sanctus e reutilizou temas do Introito e Kyrie no Communio, para dar unidade à peça. Uma das influências para a obra foi o Réquiem, de Michael Haydn.
A estreia aconteceu em Viena, em 2 de janeiro de 1793, em um concerto beneficente em favor da viúva de Mozart, Constanze Weber.