A Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) foi palco de um momento histórico com a realização do 1° Festival Estadual “Exuvivências – Caminhos de Solidariedade”, o primeiro Elebó de Exú promovido dentro de uma instituição jesuíta no Brasil, conforme a organização.
O evento, realizado no sábado (11), reuniu lideranças religiosas, pesquisadores, estudantes e comunidade em um encontro de fé, cultura, ancestralidade e ação social.
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Foto: Divulgação
Promovido pela Casa de Cultura Aruanda, em parceria com o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi) e o Grupo Inter-Religioso de Diálogo (GIRD), o festival teve como propósito construir pontes entre saberes tradicionais afro-brasileiros e o espaço acadêmico, valorizando a diversidade religiosa e combatendo a intolerância.
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“Marco de reconhecimento e diálogo”
Durante o encontro, foi realizado um Elebó de Exu — oferenda ritualística sagrada — que simboliza abertura de caminhos e fortalecimento da comunicação entre os mundos visível e invisível. O ato foi acompanhado por cânticos, rezas e gestos de reverência, reafirmando Exú como mensageiro e guardião dos caminhos.
“Esse festival representa muito mais do que um evento inter-religioso. É um marco de reconhecimento e diálogo. Exú é comunicação, é movimento, e ocupar espaços acadêmicos com respeito à nossa fé, é uma vitória civilizatória dos povos de terreiro”, afirmou Pai Alexandre D’Ogum, sacerdote e idealizador do conceito Exuvivência, que orientou a realização do festival.
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Ação solidária
Além da dimensão espiritual, a ação teve caráter solidário. Cerca de meia tonelada de alimentos foram arrecadados e serão destinados à comunidade indígena Por Fi Ga.
O festival também contou com rodas de conversa e falas de lideranças sobre memória afro-brasileira, religiosidade, liberdade de culto e direitos humanos. “A realização do 1° Festival Estadual Exuvivências representa um marco para o Rio Grande do Sul, ao inscrever no calendário cultural um evento que une fé, resistência, solidariedade e educação, ampliando o espaço de diálogo entre universidades e terreiros”, concluiu Pai Alexandre.