O Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti, o LIRAa, que teve início no dia 11 de maio e foi realizado por agentes da Prefeitura de São Leopoldo, aponta risco médio para a proliferação do inseto transmissor da dengue, zika vírus e febre chikungunya.
Conforme a Secretaria da Saúde, de 145 amostras coletadas, 118 deram positivo para Aedes aegypti. O LIRAa anterior, coletado em janeiro, apontou risco alto para o mosquito, com 148 amostras positivas.
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Foto: Romeu Finato/Prefeitura de São Leopoldo
Apesar da redução de amostras positivadas, a secretária de Saúde Iara Cardoso pede para que a população mantenha o cuidado com a água parada. “O mosquito da dengue se prolifera em locais muitas vezes simples e silenciosos: um prato de planta, uma calha entupida, um balde no pátio. São pequenos descuidos que colocam vidas em risco. Por isso, fazemos um apelo para que cada morador reserve alguns minutos da semana para verificar seu pátio e eliminar qualquer foco de água parada. A prevenção começa dentro de casa e salva vidas”, destacou.
O LIRAa possibilita o diagnóstico dos locais mais propensos para a proliferação do mosquito. A ação percorreu, por amostragem, todos os bairros do Município, abrangendo 3.264 residências em 606 quarteirões. O próximo LIRAa está previsto para o mês de agosto.
Trabalho permanente
Diariamente a equipe realiza visitas domiciliares e, periodicamente, pontos estratégicos como borracharias, ferros-velhos, floriculturas e cemitérios são vistoriados por agentes da Vigilância. Nos locais onde há casos confirmados, ou suspeitos, a Prefeitura promove ações de orientação e aplicação de inseticida no entorno. A prática é chamada de Pesquisa Vetorial Especial (PVE), indicada pelo Ministério da Saúde como ação de bloqueio.
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Metodologia recomendada pelo Ministério da Saúde
O Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) é uma metodologia recomendada pelo Ministério da Saúde para a determinação do Índice de Infestação Predial (IIP) do mosquito Aedes aegypti, de maneira rápida, auxiliando no direcionamento das ações de controle e a avaliação das atividades desenvolvidas.
Os bairros são agrupados em sete estratos, dos quais são sorteados os quarteirões a serem visitados pelos agentes. São inspecionados 20% dos imóveis de cada quarteirão sorteado para a coleta de formas imaturas do mosquito, larvas ou pupas.
Casos de dengue pela região
Neste ano, São Leopoldo tem, segundo o painel da Secretaria de Saúde do Estado, 53 casos confirmados da doença e 32 em investigação. No ano passado, o município, teve 96 casos e nenhuma morte.
Sapucaia do Sul conta com 10 casos confirmados e 4 estão em investigação; em Esteio, são 9 casos confirmados e 3 em investigação; e, em Portão, 2 confirmados, e 5 em investigação. No Estado, são 1822 casos confirmados neste ano e 2.790 sendo investigados, além de duas mortes por dengue.
Em 2025, Sapucaia do Sul teve 2.127 casos de dengue e três mortes pela doença; Esteio, 211 casos; Portão, 15 e, Capela de Santana, 5. No Estado, foram 52.793 casos de dengue no ano passado e 53 mortes pela doença.