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Oficina leva o ritmo da bateria de uma escola de samba a jovens de entidade leopoldense

Educandos da Ammep puderam participar da atividade, ministrada pela Estação Primeira de São Léo

Priscila Carvalho
Publicado em: 14/01/2026 às 10h:58 Última atualização: 14/01/2026 às 10h:58
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O ritmo envolvente de uma bateria de escola de samba marcou o Projeto Verão realizado pela Associação Meninos e Meninas de Progresso (Ammep), do bairro Santos Dumont, em São Leopoldo.

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Nesta terça-feira (13), a instituição recebeu a última atividade da primeira etapa da Oficina Popular de Percussão, projeto executado pela Lei Paulo Gustavo através da Secretaria Municipal de Cultura e Relações Internacionais (Secult) e Ministério da Cultura, com apoio da Ammep.

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Coração da escola

As aulas foram ministradas por Cassius Valdez Trein da Silva, o Mestre Cassinho, 29 anos, que comanda a bateria da Estação Primeira de São Léo, atual campeã do carnaval leopoldense. “A gente tem o intuito de ensinar a eles um pouco sobre os instrumentos de uma bateria de escola de samba. Para aprenderem como toca, ritmo, coordenação motora, a questão da disciplina também, que é muito importante”, iniciou.

“A gente tenta passar pra eles a fim de também levar essa cadeia produtiva do carnaval mais adiante, para dentro das comunidades”, ressaltou, lembrando que a localidade onde a Ammep está inserida não tem escola de samba. “Para eles, é o primeiro contato com o samba. E a ideia é eles conhecerem a escola, o carnaval, como funciona, principalmente a bateria, que é o coração da escola”, acrescentou Mestre Cassinho.

O instrutor também ressaltou o interesse dos alunos participantes. “Eles são muito atentos, tem vontade de aprender. Acho que é muito importante esse querer deles também, de conhecer a cultura do carnaval, de querer aprender a tocar um instrumento.”

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Educandos aprovaram

Nesta terça-feira, a última aula contou com aprendizado de caixa, surdo e chocalho e contou com 19 alunos. Educando da Ammep, Caio Henrique Hezer, 10 anos, participava pela primeira vez da oficina. “É muito bom e muito legal. É uma experiência nova”, comentou, detalhando outras atividades que faz no Projeto Verão da Ammep. “Como, brinco e fico com meus amigos”.

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Pietro Johann de Mello, 12 anos, entrou na oficina já na segunda aula. “Vim porque achei interessante experimentar. Eu nunca tinha feito antes”, disse. “Não conhecia escola de samba, só pela TV. É bem legal”.

Para a colega Diemili Vitória Rodrigues Santos, de 11 anos, a oficina veio como uma boa oportunidade. “Eu sempre quis tocar um instrumento. No começo eu não gostava, mas depois aprendi a gostar”, argumenta.

Diemili (E) e Pietro (D) aprovaram as aulas da oficina



Diemili (E) e Pietro (D) aprovaram as aulas da oficina

Foto: Priscila Carvalho/GES-Especial

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Projeto Verão ocorre em janeiro e fevereiro

Educadora social da instituição, Rosy Silva explica que o Projeto Verão é desenvolvido nos meses de janeiro e fevereiro, período de férias escolares, a todos os 260 atendidos pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) e que desejarem participar. Em horários diferenciados e divididos em dois turnos, eles podem ter atividades divertidas e típicas da época, como banho de piscina.

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“O projeto é aberto pra todos, mas muitos acabam saindo do território no período das férias. Eles têm essa liberdade, porém, precisam justificar a ausência para os educadores”, ressalta. “A partir de março, retorna a obrigatoriedade de presença”, pondera.

A possibilidade de uma oficina de percussão durante o Projeto Verão foi bem recebida pela entidade, tanto que até as famílias puderam participar. “Como era uma oficina cultural, a gente fez aberto pra criança, adolescente e família. Nas primeiras oficinas veio a comunidade”, contou, lembrando que, de segunda a quarta-feira, a Ammep atende crianças e adolescentes, e, além disso, na quinta-feira, realiza atividades com um grupo de cerca de 35 mulheres.

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