A falta de diesel, situação que vem sendo registrada no Estado após a guerra entre EUA e Irã, afetou o transporte público de São Leopoldo no final de semana, com restrições no sábado (14) e suspensão do serviço no domingo (15).
Para esta semana, o Consórcio Operacional São Leopoldo (Coleo), que opera o serviço, informou que os ônibus seguirão operando normalmente.
ENTRE NA COMUNIDADE DO JORNAL VS NO WHATSAPP E RECEBA MAIS NOTÍCIAS

Foto: Priscila Carvalho/GES-Especial
A decisão do Coleo foi anunciada na sexta-feira (13). Segundo o consórcio, o motivo da suspensão total no domingo (que tem menor movimento de usuários) e as restrições no sábado se deu porque as empresas aguardavam abastecimento de diesel para sexta-feira (12), o que não ocorreu.
Com isso, no sábado, o transporte público municipal operou em regime emergencial para usuários dos ônibus da Sinoscap. Já no domingo (15) não houve circulação de ônibus algum no sistema de transporte público leopoldense.
De acordo com a Prefeitura de São Leopoldo, foi feita uma reunião com a Coleo e a Secretaria de Mobilidade Urbana e Obras para acompanhar a situação e buscar soluções conjuntas para a normalização do serviço.
LEIA TAMBÉM: Ordem para início das obras de restauração da Casa do Imigrante deve ser assinada na segunda-feira
Via nota, o Coleo informou que realiza, diariamente, o monitoramento do estoque de combustível utilizado na operação da frota. Esse acompanhamento é feito em conjunto com a Prefeitura de São Leopoldo, com o objetivo de avaliar as condições de abastecimento e assegurar a continuidade do serviço prestado à população.
O consórcio reforçou que qualquer eventual alteração na operação será comunicada previamente pelos canais oficiais. Enquanto isso, o sistema segue funcionando de forma regular para atender a demanda de deslocamento da comunidade.
O contato para informações dos serviços do Coleo é o (51) 3592-2009.
Não há desabastecimento
De acordo com o Sulpetro, que representa o setor de combustíveis no Rio Grande do Sul, não há desabastecimento no País, embora o diesel seja o combustível que mais exige atenção no momento. “O que ocorre é um estressamento devido a um aumento de 20% a 30% na demanda deste combustível. Por isso, as distribuidoras priorizam os postos com quem têm contrato, o que pode levar a uma demora maior para o atendimento dos demais postos”, explica o presidente do Sulpetro, João Carlos Dal’Aqua.