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SÃO LEOPOLDO

Projeto que prevê revestimento no dique da Vicentina deve ser entregue até sexta-feira

Semov elabora estudo para construção de espécie de muro de concreto em trecho da estrutura que rompeu em maio de 2024

Priscila Carvalho
Publicado em: 26/06/2025 às 11h:10 Última atualização: 26/06/2025 às 11h:11
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Deve ser entregue até esta sexta-feira (27) o projeto que visa a colocação de revestimento de concreto em trecho do dique que fica junto à Casa de Bombas da Avenida João Corrêa, no bairro Vicentina, em São Leopoldo.

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Esta semana, representantes do Serviço Municipal de Água e Esgotos (Semae) e da Secretaria Municipal de Obras e Viação (Semov) estiveram no local avaliando uma infiltração na estrutura. Conforme o titular da Semov, Rogel Corrêa, conhecido como Tarzan, o projeto está sendo feito por técnicos da secretaria e, ao concluí-lo, será possível ter uma noção do valor que deverá custar.

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O projeto finalizado deve ser entregue à Secretaria de Reconstrução do Estado, a pedido do prefeito Heliomar Franco. A intenção é que o estudo seja um dos contemplados com recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs).

Gabriel Dias, Nilson Karam e Tarzan Corrêa mostram pontos onde deve ser construído revestimento de concreto no dique da Vicentina



Gabriel Dias, Nilson Karam e Tarzan Corrêa mostram pontos onde deve ser construído revestimento de concreto no dique da Vicentina

Foto: Priscila Carvalho/GES-Especial

Não há perigo

A intervenção prevista para o local é a construção de uma espécie de muro de concreto, em ambos os lados do dique, que rompeu naquele ponto durante a enchente de maio de 2024. Na época, uma ação emergencial foi tomada e grandes rachões de pedra foram colocados para conter a invasão da água para o valão do arroio João Corrêa e as ruas do bairro. Corrêa explica que a operacionalização foi feita pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e que, naquele momento, não havia a possibilidade da colocação de argila.

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Engenheiro civil e diretor de obras da Semov, Nilson Karam lembrou que o dique antes de romper era feito só de terra e o rachão foi colocado em função da urgência de segurar a água. “Só pedra que segura, a pedra não se dissolve com a água, ela só amontoa e vira um dique”, disse, comentando que a infiltração vista no ponto agora se dá porque, entre essas pedras, ficaram pequenos caminhos e filetes de água passam por elas.

Mas não há perigo da estrutura romper enquanto a construção do muro de concreto não é concluída, de acordo com os gestores.

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O que contempla o projeto

Segundo Corrêa, o projeto contempla a colocação de microestacas a cada metro ou metro e meio, e uma contenção de concreto, por extensão aproximada de 30 metros. “Vamos fazer uma rampa de concreto nos dois lados do dique para fortalecer mais. Mas perigo de romper não tem”, afirma, lembrando que a altura do dique já foi ampliada com terra e argila.

“A estrutura toda nova também vai unir as paredes de concreto que já têm, com essa nova de concreto”, complementou Karam.

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Obra não será emergencial

Diretor-geral do Semae, Gabriel Dias ponderou que a obra a ser feita no local não é emergencial. “É um projeto que vai ser feito para reforçar, exatamente porque quando ele foi fechado emergencialmente, não foi colocada argila entre as pedras. Então, agora, vai ser feita uma obra com planejamento, com licitação, para que, daí sim, se reforce e não tenha mais nenhum vazamento de água”.

Os gestores citam ainda que, depois do projeto entregue, não há prazo para que a obra comece, visto a necessidade de análise e liberação dos recursos do Funrigs.

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