Após uma semana de temperaturas mais amenas, os gaúchos voltam a conviver com o calorão a partir desta sexta-feira (19). Com a chegada do verão, o final de semana também será quente no Rio Grande do Sul.

Foto: Paulo Pires/GES
No entanto, a MetSul Meteorologia faz alguns alertas, já que a chegada de um Vórtice Ciclônico em Altos Níveis da Atmosfera (VCAN) vai influenciar o tempo entre os dias 22 e 26. O Estado terá dias seguidos de altas temperaturas, umidade e chuvas frequentes, além de alto risco de temporais isolados, principalmente na semana do Natal.
O centro do vórtice ciclônico costuma gerar tempo mais firme, com menos nuvens e baixa umidade. Já nas áreas periféricas ocorre a ascensão de ar quente e úmido, o que favorece a formação de muitas nuvens carregadas, tempestades isoladas e acumulados irregulares de chuva com volumes localmente altos.
Desta forma, a previsão para a próxima semana indica que o centro do Brasil terá calor muito intenso. No Rio de Janeiro, a semana do Natal será de temperaturas elevadas, com máximas entre 35 e 40°C.
Ao mesmo tempo, o Sul terá um aumento significativo da chuva. Devido à atmosfera quente, abafada e com alta umidade por muitos dias, sobretudo no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, é alta a probabilidade de temporais isolados típicos de verão.
O que prevê a MetSul Meteorologia para esta estação
O verão 2025/2026 começa neste domingo (21) no Hemisfério Sul, às 12h03 (hora de Brasília). A estação tem início com o Pacífico Equatorial Central sob a influênciado fenômeno La Niña, caracterizado pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico Equatorial.
A La Niña persistirá logo neste começo de estação, mas a tendência é que rapidamente o Pacífico Equatorial evolua para uma condição de neutralidade (sem El Niño e La
Niña) durante o mês de janeiro. O verão de 2026 vai apresentar a comum irregularidade da chuva da estação no Rio Grande do Sul, com significativa variabilidade nos totais de chuva de uma área para outra.
Neste verão, a chuva não deve ser tão irregular como em outros anos em que a estação começou sob La Niña, e uma forte estiagem é improvável. Podem ser esperados episódios pontuais de chuva volumosa a excessiva, de curta duração, e com características ou localizadas ou regionalizadas. Em regra, acompanham temporais passageiros de verão em dias quentes e mais úmidos, mas também podem ocorrer por ciclones ou, no caso do litoral norte, por fluxo de ar úmido do oceano.
Do ponto de vista da climatologia histórica, as regiões norte, leste e nordeste do Estado têm uma maior propensão a estes episódios de chuva volumosa, sobretudo o litoral norte, que sofre maior influência das correntes de umidade que atuam nesta época do ano no sudeste do Brasil e nos litorais de Santa Catarina e do Paraná.
No caso do verão de 2026, a metade norte do Rio Grande do Sul e áreas mais próximas da costa devem ter mais chuva, apesar de irregular, que o extremo sul e a Campanha, onde alguns pontos podem ter déficit hídrico.
O verão é a época em que tradicionalmente ocorrem pancadas localizadas e passageiras de chuva que se dão, em regra, da tarde para a noite em dias de calor e umidade alta. Não raro são acompanhadas de temporais, alguns fortes de vento e granizo, e podem despejar volumes altos de chuva em curto período, com transtornos nas cidades por alagamentos.
Casos mais extremos, sobretudo em dias de calor muito intenso, com marcas entre 35ºC e 40ºC, trazem até tempestades severas, com estragos por granizo, chuva
excepcionalmente volumosa em curto período, vendavais, tornados e correntes descendentes violentas de vento (downburst).
Será um verão de temperatura acima da média, mas sem desvios significativos. Vão ocorrer períodos mais prolongados de calor intenso que podem caracterizar ondas
de calor, mas que não devem ser numerosas.
A La Niña também interfere no vento no Rio Grande do Sul. Os pulsos de ar frio de trajetória marítima atuarão em alguns momentos sobre o Atlântico Sul perto da costa gaúcha e o vento “Nordestão” nas praias se fará presente em alguns momentos na praia para o incômodo dos veranistas.
Por outro lado, como neste verão espera-se temperatura mais alta do mar na nossa costa com ingresso da Corrente do Brasil, os veranistas tendem a enfrentar menos dias com Nordestão e vão desfrutar mais dias com mar claro e quente.