Imagens de uma câmera de segurança do Aeroclube de Capão da Canoa mostram uma cena que pode ser chave para a investigação do acidente aéreo que matou quatro pessoas no fim da manhã desta sexta-feira (3) no litoral norte do Rio Grande do Sul.

Foto: Reprodução
O vídeo mostra o monomotor Piper Jet, de prefixo PS-RBK, taxiando no pátio de grama e se dirigindo à pista, que também é de grama. Um procedimento adotado pelo piloto chamou atenção: o Piper sai do pátio, entra à direita na pista e já acelera para decolar.
Isso indica que o piloto não fez o chamado backtrack, que é ir até uma cabeceira para iniciar a decolagem. Ou seja: o avião não utilizou toda a extensão da pista para ganhar velocidade. Um segundo problema pode ter sido a decolagem com vento de cauda, o que é desaconselhado na aviação.
Se tivesse feito o backtrack, o vídeo mostraria o avião dobrando à esquerda ao chegar na pista e não à direita. Se tivesse ido para a esquerda, em direção à cabeceira 08, o avião teria aproveitado mais 300 metros de pista para ganhar velocidade.
A pista de Capão é de grama e tem cerca de 750 metros. Segundos depois de deixar o solo, o avião caiu sobre um restaurante localizado a poucos metros dali. Antes de atingir o prédio o avião ainda bateu em um poste.
O acidente já está sob investigação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul e do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa), que é um órgão regional da Força Aérea Brasileira subordinado ao Cenipa.
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