O encerramento do South Summit Brazil, que aconteceu entre os dias 25 e 27 de março no Cais Mauá em Porto Alegre, consolidou a capital gaúcha como o epicentro de discussões sobre o futuro da sustentabilidade.

Foto: CICLO
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Entre as conexões de negócios e rodadas de investimentos, um tema sobressaiu nos painéis e estandes: a gestão inteligente dos recursos naturais. Um dos destaques foi o projeto “Ciclo – Biotecnologia Ambiental”. A iniciativa une biotecnologia e agricultura regenerativa para criar um sistema de preservação que vai além da simples economia de água, focando na recuperação de ecossistemas.
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O projeto utiliza microalgas para desenvolver bioinsumos, aplicando o conceito de economia circular de forma prática e escalável. Segundo o Diretor Técnico da Ciclo, Antonio Pagano, a estratégia é transformar passivos ambientais em ativos produtivos. “A gente trabalha em uma ideia de economia circular. Utilizamos resíduos da agroindústria, que seriam descartados no ambiente e geram toxicidade, como um meio de cultura para as microalgas”, explica Pagano.
Na prática, a tecnologia impede que poluentes cheguem aos rios, utilizando o que seria “lixo” para nutrir microrganismos que, posteriormente, retornam ao solo como fertilizantes naturais.
A conexão com o consumo consciente e a economia circular
– Enquanto o modelo tradicional de consumo é linear (extrair, usar e descartar), a economia circular propõe que o resíduo de um processo seja o insumo do próximo. No caso da Ciclo, a água residual da indústria não é descartada, mas reutilizada no cultivo de algas.
– O consumo consciente reduz a pressão sobre as estações de tratamento. Paralelamente, tecnologias de biotecnologia garantem que a água que retorna à natureza esteja livre de toxinas, mantendo a saúde das bacias hidrográficas que abastecem cidades.
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Campanha “ME POUPE!”
Uma iniciativa do Grupo Sinos, em parceria com o Serviço Municipal de Água e Esgoto de São Leopoldo (Semae), que busca incentivar o consumo consciente da água, com conteúdos informativos e dinâmicos.
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