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ECONOMIA

Comércio de "produtos piratas" cresce no Brasil; veja números de 2024 e ações de combate

O setor de calçados é um dos mais prejudicados; Abicalçados faz parte do Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP)

Juliana Dias Nunes
Publicado em: 20/02/2025 às 10h:17 Última atualização: 20/02/2025 às 10h:17
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O  Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP) realizou sua primeira reunião do ano na última terça-feira (18). A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), que tem sede em Novo Hamburgo, participou da atividade que ocorreu em Brasília. No encontro, foi validado o relatório anual do CNCP, que reúne operações de fiscalização, campanhas educativas e parcerias nacionais e internacionais para fortalecer o mercado legal e aprimorar a legislação.

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Abicalçados participou da reunião do CNPC | abc+



Abicalçados participou da reunião do CNPC

Foto: Divulgação

“Essa ilegalidade não prejudica somente a sociedade, com perda de empregos e sonegação fiscal, mas também os próprios usuários, que compram um produto mais barato, sem controle de qualidade e que, inclusive, podem ser prejudiciais à saúde”, ressalta o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira.

No final do ano passado, a entidade calçadista, que é membro do CNCP, criou uma campanha de combate à pirataria no setor. A campanha “Pirataria no Brasil, não! Calçado só original” vem levantando dados de empreendimentos que operam sem regulamentação e padronização dos seus produtos no mercado brasileiro. As informações de calçados falsificados são recebidas por meio do e-mail pirataria@abicalcados.com.br e encaminhadas aos órgãos competentes.

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Números da “pirataria” no Brasil

A reunião também marcou a apresentação de pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) sobre o impacto dos produtos ilegais na indústria brasileira. De acordo com o estudo, para 51% das 250 empresas entrevistadas o comércio digital aumentou a prática da pirataria e para 76% delas é preciso aumentar a fiscalização para combater a ilegalidade.

Outra pesquisa recentemente divulgada pelo Fórum Nacional Contra a Pirataria (FNCP) alertou para o crescimento da pirataria. Em 2014, o prejuízo para fabricantes nacionais era de R$ 100 bilhões, número que passou para R$ 468,3 bilhões em 2024. O setor de vestuário e calçados foi o mais afetado, com prejuízos estimados em R$ 87 bilhões no ano passado.

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Premiação

Além do encontro, Ferreira participou da cerimônia de entrega do Prêmio Nacional de Combate à Pirataria. O evento homenageou pessoas que se destacaram no enfrentamento contra a pirataria, o contrabando e os crimes relacionados à propriedade intelectual em 2024. Promovida anualmente, a premiação tem como objetivo reconhecer e valorizar esforços que fortalecem a legalidade e protegem direitos autorais e de propriedade intelectual. 

Confira a lista de premiados aqui.

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*Com informações da Abicalçados

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