abc+

ECONOMIA

Fim da taxa das blusinhas não significa imposto zero; veja ICMS cobrado no RS e em outros estados

Imposto incide sobre produtos nacionais e importados, além de energia elétrica e serviços de telecomunicação

Publicado em: 14/05/2026 às 08h:20 Última atualização: 14/05/2026 às 08h:20
Publicidade

O fim da chamada “taxa das blusinhas”, que zera o imposto federal sobre mercadorias importadas de até US$ 50, não significa que os produtos vão chegar ao consumidor isentos de impostos. As mercadorias ainda terão o impacto do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que é um tributo estadual brasileiro e incide sobre a venda de produtos e serviços, atingindo ainda os importados.

Publicidade

Varejo de moda | abc+



Varejo de moda

Foto: Paulo Pires/GES/PAULO PIRES

ENTENDA: Fim da taxa das blusinhas: O que muda para o consumidor nas compras internacionais de até US$ 50

O fim da “taxa das blusinhas” gerou críticas e preocupações entre os setores da indústria e do varejo brasileiro. O temor é que a medida traga desemprego, inviabilize empresas nacionais e prejudique a economia doméstica.

A isenção das compras até US$ 50 feitas em plataformas online foi anunciada, na noite de terça-feira (12), pelo governo Lula, em uma transmissão ao vivo do Palácio do Planalto.

O ICMS incide sobre produtos nacionais e importados, além de energia elétrica e serviços de telecomunicação. Como é aplicado na circulação de mercadorias, incide também na compra de produtos importados e acaba aumentando o valor final dos produtos.

Publicidade

É um imposto indireto, adicionado ao preço final de produtos e serviços, sendo a principal fonte de receita dos Estados. Cada estado define as regras de cobrança e a alíquota, embora, de forma geral, sejam seguidas as diretrizes federais de tributação.

A alíquota de ICMS para importações pelo Regime de Tributação Simplificada (RTS) varia de 17% a 20% de um Estado para outro, conforme a tabela vigente desde abril de 2025 e divulgada pelo Comitê Nacional dos Secretários da Fazenda (Comsefaz).

LEIA TAMBÉM: Novo acordo entre Justiça e 5 bancos permite bloqueio de contas por até um ano; veja como vai funcionar

Publicidade

Estados que adotam alíquota de 17%

O Rio Grande do Sul é um dos estados que adota uma alíquota menor de 17%. Veja os estados que adotam a mesma porcentagem:

  • Rio Grande do Sul
  • São Paulo
  • Amazonas
  • Espírito Santo
  • Goiás
  • Maranhão
  • Minas Gerais
  • Mato Grosso do Sul
  • Mato Grosso
  • Pernambuco
  • Paraná
  • Rio de Janeiro
  • Rondônia
  • Santa Catarina
  • Tocantins
  • Distrito Federal.

O Amapá trabalha com alíquota de 18% e, em janeiro deste ano, o Pará elevou a alíquota de 17% para 19%.

Publicidade

SIGA O ABCMAIS NO LINKEDIN E ACOMPANHE CONTEÚDOS SOBRE ECONOMIA, CONCURSOS PÚBLICOS, EMPREGOS E MUITO MAIS

Alíquota de 20%

  • Acre
  • Alagoas
  • Bahia
  • Ceará
  • Paraíba
  • Piauí
  • Rio Grande do Norte
  • Roraima
  • Sergipe

O ICMS passa a ser devido no momento em que o produto é liberado pela alfândega e corresponde à alíquota do estado onde está sediado o importador.

Com essas alíquotas, para uma mercadoria importada por US$ 50, ou R$ 250 pela cotação atual da moeda americana, o imposto representará um acréscimo de R$ 42,50 (alíquota de 17%) até R$ 50 (alíquota de 20%). No entanto, o valor final do produto deve considerar ainda taxas aduaneiras e eventuais isenções, que também entram na base de cálculo.

Publicidade
Publicidade