Uma tendência internacional tem ganhado cada vez mais espaço no Rio Grande do Sul. O cat café nasceu em Taiwan no final dos anos 90 e se popularizou no início dos anos 2000 no Japão. Nos últimos anos diversos empresários brasileiros começaram a apostar no modelo que une negócio e a causa animal. No Estado, o conceito vem se espalhando por cidades fora da capital. Um exemplo é São Leopoldo que acaba de ganhar uma cafeteria que reúne espaço para a adoção dos felinos.

Foto: Juliana Nunes/GES-Especial
A Lovvi Cat Café abriu as portas no último sábado (14)) e vem fazendo sucesso na cidade. A unidade conta com amplo espaço de cafeteria e, aos fundos, o gatil com área coberta e espaço telado ao ar livre. Viviane Freire Löw é quem administra o negócio. Ela trocou a carreira no setor financeiro de uma grande multinacional para empreender com uma de suas paixões: os gatos.
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Foto: Juliana Nunes/GES-Especial
“O que me motivou foi o amor pelos bichinhos. O movimento dos cat cafés começou a me chamar a atenção e visitamos cafeterias, neste formato, em Porto Alegre. Eu estava trabalhando há anos no mercado, toda uma vida sendo CLT e decidi trocar, mudei meu foco e minha área de atuação. Larguei a gestão financeira e estou fazendo algo com propósito. É uma realização. Por mais que eu ajudasse as protetoras e ONGs, era uma ajuda financeira e eu sentia vontade de fazer algo mais. Esse algo mais acabou trazendo um café junto”, conta.
E claro que ela tem gatos em casa. “Tenho 3 gatinhos, a Alice, a Eva e o Eddie.”

Foto: Juliana Nunes/GES-Especial
O espaço é convidativo até mesmo para quem não é gateiro. São diferentes tipos de cafés e outras bebidas, além de quitutes doces e salgados. O cat café fica na Primeiro de Março, no Centro, e abre de terça a domingo.
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Como funciona a Vila Miau
Quem quiser conhecer e brincar com os gatinhos pode acessar a Vila Miau mediante o pagamento de uma taxa de R$ 15 e tendo alguns cuidados. Viviane lembra que o valor vai integralmente para os cuidados com os felinos.
Os bichanos foram resgatados pela SOS Gatinhos, de Esteio. Todos eles estão para adoção responsável. Um dos moradores já ganhou um lar, o Zach. Outros 10 aguardam por uma chance.
“E é importante ressaltar que a adoção vem junto com a responsabilidade. Tem todo um contexto. Precisa ter a residência telada, tem que ter condições para arcar com os custos do animal, saber e entender que é uma vida e que ficará, tudo dando certo, com ela por muitos anos. A ideia do espaço é justamente dar visibilidade para os projetos para que consigam tirar cada vez mais gatinhos das ruas”, afirma a empreendedora.