Uma grande rede de farmácias, com sede em Canoas, pediu recuperação judicial. A empresa tem 67 anos de atuação no mercado e vinha fechando unidades em cidades da região. A dívida milionária é, segundo a empresa gaúcha, resultado de choques sucessivos como pandemia, elevação do custo de crédito e, em 2024, a maior enchente da história do RS.
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Foto: Juliana Nunes/GES-Especial
A rede é a Maxxi Econômica, que está sendo representada pelo escritório Malta Martins Advocacia, de Porto Alegre. Em nota enviada pelo sócio do escritório de advocacia, Leandro Malta Martins, a empresa do ramo farmacêutico informa que a decisão busca “proteção e reorganização, garantindo que a Maxxi siga próxima do seu público e preservando empregos”.
A empresa alega também que tem como prioridade “manter salários em dia e continuar oferecendo o diferencial que sempre caracterizou a rede: especialização no atendimento acessível às classes C e D, com qualidade e proximidade”.
O valor da dívida, que aparece no processo, é de R$ 71,5 milhões. O montante representa débitos em aberto principalmente com bancos, ex-funcionários e fornecedores. Somando dívidas tributárias e com cooperativas, que estão fora do processo de recuperação judicial, o valor chega a R$ 100 milhões.
A rede já chegou a ter 200 lojas e atualmente conta com 60 unidades abertas. Entre as cidades em que lojas da Maxxi Econômica foram fechadas estão São Leopoldo, Novo Hamburgo, Montenegro, Ivoti, Estância Velha, São Sebastião do Caí, Bento Gonçalves, entre outras.
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Leia a nota na íntegra:
“A DMTOP – Maxxi Econômica Farmácias, uma das maiores redes do varejo farmacêutico gaúcho, comunica que ajuizou pedido de Recuperação Judicial, medida legal prevista na Lei.
O objetivo é claro: preservar empregos, reorganizar passivos e assegurar a continuidade da prestação de serviços essenciais de saúde à população gaúcha.
Contexto
Com mais de 67 anos de atuação, a Maxxi consolidou-se como especialista no atendimento às classes C e D, oferecendo medicamentos e produtos de saúde com acessibilidade, conveniência e confiança.
Esse posicionamento único gerou um know-how diferenciado, consolidando a rede como referência nesse nicho do mercado farmacêutico.
Nos últimos anos, a empresa enfrentou choques sucessivos: pandemia, elevação do custo de crédito e, em 2024, a maior enchente da história do RS. Esses fatores comprometeram receitas e estrutura, tornando necessária uma reorganização formal.
Um movimento do mercado
A decisão da Maxxi segue a mesma lógica adotada recentemente por grandes companhias brasileiras, como Americanas, Azul Linhas Aéreas, TNG e Cavalera, que recorreram à Recuperação Judicial como mecanismo de reestruturação.
O ano de 2025, inclusive, já registra recorde histórico de empresas entrando em RJ no Brasil, o que reforça que esse é um instrumento legítimo e cada vez mais utilizado para preservar negócios viáveis e proteger empregos.
Compromisso
A rede emprega milhares de colaboradores e mantém centenas de lojas em operação em todo o Estado.
A RJ é uma medida de proteção e reorganização, garantindo que a Maxxi siga próxima do seu público e preservando empregos.
A prioridade é manter salários em dia e continuar oferecendo o diferencial que sempre caracterizou a rede: especialização no atendimento acessível às classes C e D, com qualidade e proximidade.
Próximos Passos
A DMTOP apresentará, dentro do prazo legal, seu Plano de Recuperação Judicial, com medidas de ajuste estrutural, negociações com credores e estratégias de retomada sustentável. O processo será conduzido com transparência, responsabilidade e respeito.”